terça-feira, 12 de julho de 2011

Perdão, posso ajudar?

Ontem refleti muito sobre o ato do perdão. Cheguei à conclusão que perdoar é um dos atos mais difíceis de realizar. Somos humanos e, portanto, imperfeitos. Estamos sujeitos a falhas a todo instante e uma hora outra ou fazemos algum mal a alguém ou alguém nos faz algum mal. Esquecer, perdoar, por uma pedra em cima de tudo é quase impossível e aqueles que o conseguem fazê-lo são verdadeiros heróis. O ressentimento é como uma erva daninha daquelas que crescem nas menores rachaduras do asfalto. Uma brecha qualquer serve para que a mágoa ou a lembrança venha à tona.

Juro que gostaria de perdoar todas as ofensas que já proferiram contra mim. Todas as vezes que me fizeram chorar. Todos os pedidos negados. Todas as palavras ditas e não ditas. Dizem que o melhor caminho para começar a perdoar alguém é pedindo-lhe perdão. E, realmente, quando pedimos a alguém que nos perdoe é como se puséssemos parte da nossa culpa para fora. Tipo faxina em casa, sabe? Às vezes, temos de tirar nossos próprios móveis do lugar para limpar a sujeira que está debaixo.

Mas o perdão só faz sentido (ao menos para mim) quando a outra parte tem ciência de que foi perdoada. É meio confusa essa minha opinião, mas tentarei ilustrá-la. Há uma semana faleceu uma amiga minha que eu gostava muito. E dois dias antes de ela falecer eu havia estado no trabalho dela, mas não a vi, não fui até a sala dela para dar-lhe um "oi" sob o pretexto de que estava com pressa e depois eu voltaria lá e a veria. Quando soube da notícia que ela havia falecido, lembrei na hora que eu não a vi quando tive oportunidade. Assim é o perdão. E se a pessoa morrer antes de você dizer que a perdoou? Não se sentirá culpado de não ter proporcionado essa alegria a ela? Sim, pois ao menos para mim, quando perdoam minhas falhas eu me sinto feliz e disposta a não errar novamente.

Em momento algum eu disse que tudo isso que eu escrevi acima é fácil ou simples. Contudo, é o tal processo de evolução que temos de passar.

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