domingo, 19 de agosto de 2012

É difícil (edifício) na areia

Final de tarde é hora de brincar.
Lá se vai Pedro Paulo construir grandes edifícios na areia.
-Mamãe, pega água pro Pedro, por favor?
-Não, filho. Hoje é só areia. Não vai brincar com água, não, viu?
-Não?
-Não.
Voltei para dentro de casa. Após alguns minutos, fui conferir como o rebento estava.
Para a minha surpresa a areia estava molhada.
-Filho, onde você arrumou água?
-Mijei, mamãe.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Um marco na Lorota da Rosa

Hoje este blog que vos fala completou 10.000 visualizações. Não sei se é bom ou se é ruim, mas quero comemorar assim mesmo.
Garçom, champagne! Não tem? Como assim, não tem? Crise? Que crise, rapá? Tem crise aqui no Brasil, não! Isso só tem na Europa e nos Estados Unidos. Desde que o PT assumiu essa margaça não se ouve mais falar em crise, no máximo, passam por aqui algumas marolinhas...
Então deixemos a bebemoração de lado e comemoremos de outra forma.
Quero marcar o dia de hoje com um enorme agradecimento.
Google, muito obrigada!! Muito obrigada por trazer todos os dias dezenas de pessoas pesquisando assuntos diversos e que, paraquedisticamente, caem no meu blog.
Leitores fiéis mesmo eu sei que tenho poucos. Afinal, ninguém suporta textos mal escritos, prosas entediantes e falta de periodicidade - sim, estou sendo modesta e humilde - a menos, é claro, que seja muito meu amigo (ou  inimigo). A esses poucos amigos que me leem, também dedico o meu muitíssimo obrigada! Aos inimigos, vá procurar o que fazer!
Agradeço ao Pedro e aos meus clientes aloprados que, vez ou outra, me rendem alguma história.

Viva a internet!
Viva!
Viva aos blogs!
Viva!
Viva a liberdade de ir e vir, escrever e apagar, falar e calar, dizer e desdizer!
Viiiivaaaaa!!

domingo, 5 de agosto de 2012

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Devido uma dor no punho, decorrente de esforço no trabalho, fui aconselhada pelo médico a começar uma atividade física.
-Você precisa fazer uma atividade que você goste. Porque terá de praticá-la pelo resto da vida.
Resto da vida. Resto... da... vida... Meu Deus! Eu detesto exercício físico! Sempre fui o tipo de menina que preferia fazer trabalho teórico na escola a ir nas aulas de educação física. E agora ali estava eu diante de um xeque-mate. Ou faz uma atividade, ou viverá com dores.

Comecei a pensar se haveria no mundo algum tipo de atividade que eu pudesse gostar minimamente. Nem que fosse um tiquinho assim. Só pra não definhar inerte sobre uma cama antes da hora, é claro! Daí veio a súbita revelação: BICICLETA!

Eu andei de bicicleta boa parte da minha infância e adolescência. Não tive dúvida. Comprei uma magrela!  Quase morri de cansaço nos primeiros três quilômetros que pedalei. Pensei em desistir. Vendê-la e comprar um vídeo-game. Mas não! Eu iria com o meu objetivo até o final.

Não pedalo com regularidade, mas como diz o meu personal-bicycler*, eu tenho uma resistência considerável. Entretanto, o que quero compartilhar aqui é que a bike me ensinou uma grande lição recentemente: não há desafio que não possa ser superado e, se enfrentarmos algo difícil, tudo que vier depois vira fichinha.

Depois de uma trilha de 64km não reclamo mais de nada.

Personal-bicycler é como eu chamo meu amigo Boy que pedala comigo e cuida para que eu não seja atropelada nas ruas de Goiânia.

Circo e política

Num dos meus devaneios comparei o período eleitoral a um circo. No tempo em que eu era criança - lá no interior, no Xixá - a "política" (período em que candidatos faziam de tudo - tudo mesmo - para conseguir votos) era mais divertida. Tinha comícios barulhentos, com muito foguete, show em praça pública, distribuição de pipoca, churrascos gigantescos promovidos pelos candidatos... Nos comícios sempre tinham atrações da cidade e que no outro dia era assunto na cidade.
-Você foi no comício do Tito? Tava bão, né? E aqueles menininhos? Cê viu o tanto que eles cantam bem? Eles são lá do Sandra Vilela.
-Pois é... no Xixá também tem artista...
E por aí seguia a conversa...
-Eu vi falar que o Adãozinho tava no comício do Tito ontem.
-Uai! Mas ele não é braço direito do Sinval?
-É. Mas eu ouvi dizer que ele tava lá era pra conferir se não tem gente apoiando os dois candidatos, sabe?
Mas o mais divertido mesmo eram as compras de voto.
-Vai votar em quem?
-Uai, tô sem saber ainda.
-Vinte conto pra votar no Sinval.
-Nesse caso, pode me passar os sessenta conto aí porque lá em casa são três votos.
O cabra chegava em casa, todo feliz porque tinha vendido o voto dele e da mulher:
-Muié, vendi seu voto por vinte conto!
-É mesmo? E pra quem?
-Pro Sinval.
-Vixe! Porque o Leocádio do Tito teve aqui em casa hoje e eu já combinei que nós três vamos votar no homi por cem conto!

Concluindo o meu devaneio, a política de antigamente, feita no interior, parecia aqueles circos bem mambembes, com a lona furada e artistas que trabalhavam em troca de um prato de comida. Tudo era precário e sem regras. Por isso mesmo tão divertido.

O período eleitoral de hoje pode ser comparado aos circos modernos. Tudo milimetricamente ensaiado. As falas dos políticos escritas pelos melhores marketeiros do país. Não há improviso. Isso não pode! Aquilo não pode! Perdeu a graça! E me perdoe, amigo leitor, porque se você disser que política é coisa séria, eu vou ter de rir na sua cara! Taí o Mensalão que não me deixa mentir. Política no Brasil sempre foi uma piada.