terça-feira, 28 de junho de 2011

Supra sumo

Amo música! Principalmente a nacional, porque compreendo as letras. E algumas me tocam profundamente.

Adoro receber elogios. E confesso que ultimamente eles têm vindo a contento.

Cafuné? Nem se fala! É gostoso demais um carinho descompromissado e preguiçoso...

Muitas coisas me deixam extremamente satisfeita e feliz. Entretanto, nada se compara ao som sublime de um "mamãe" proferido pelo meu filho. É uma sensação inenarrável aquela vozinha melodiosa e arrastada chamando por "maaamãããee" pela casa adentro. É algo tão puro, ingênuo, cândido... É de uma dependência e um vínculo tão grandioso que eu sinto como se ele fosse uma extensão do meu próprio ser, que tem vida própria e chama por mim.

Há momentos que ele não se cansa de pronunciar mamãe e eu não me canso de responder:
-Mamãe?
-Oi, filho!
-Mamãe...
-Fala, meu amor...
-Maaamãããee...
-Tô aqui, vida...
-Mamãe!
-Mamãe sou eu. Pode falar...
-Mamãeee!
-Sim, coração...

E por aí vamos até um de nós se cansar das juras de amor... Para dali a alguns minutos recomeçar...


Obs.: No post Não é o papai eu dizia como ele se recusava a me chamar. Crianças mudam também. São como adultos, só que em miniatura.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ad olescente Ad aeternum

Hoje no Jornal do SBT passou uma matéria falando que os adolescentes demoram muito para assumirem responsabilidades. Tipo, um marmanjo de 18 anos, com uma vida difííícil de dar dó!

-Eu acordo muito cedo pra ir pro colégio, ? Então eu durmo depois do almoço, acordo e bate uma preguiça de arrumar... aí fica aí! - Nelsinho, sobre o fato de não arrumar a própria cama.

Cara! Eu vou entrar na Justiça pra reivindicar meus direitos retroativos! Eu quero ser adolescente nos dias atuais! O gabiruzão não faz nenhuma tarefa doméstica. Aposto que se procurar bem, encontramos copo ou prato sujo de lanche debaixo da cama dele! Eu não digo que precise trabalhar fora, não! Porque eu mesma comecei a trabalhar já tava com 20 anos! Não se compara a muitas pessoas que começaram com 14 por aí. Mas cada um tem de ter o bom senso de ao menos aprender a preparar sua própria comida e manter o ambiente minimamente arrumado.

Há pessoas que não crescem e não amadurecem nem a custa de “reza braba”! São eternos adolescentes quando o assunto é responsabilidade e atitude! Ficam em casa esperando o momento em que as coisas irão acontecer na vida deles e se queixam (sim, ainda encontram motivos para se queixar) de que as coisas são muito difíceis. Que não têm liberdade, que os pais são controladores, que o carro tá sem gasolina, que a mãe não comprou aquele vestido novo,...

Tem tanta gente com realidades tão diferentes! Tem jovem de 16 anos por aí pedindo a Deus para ter problemas comuns a uma pessoa de 16 anos! Porque é foda você ter apenas 16 anos e ver o mundo sob a ótica de uma pessoa de 30! Com conta pra pagar no final do mês e tudo mais. Só uma enquete. Sem olhar o preço na internet. Quanto você acha que custa um pacote de 5kg do arroz que você come em casa? Eu sei dizer porque faço compra desde os 12 anos. Meu pai tinha conta no mercadinho perto de casa. Eu ia lá, fazia a compra do mês, eles entregavam, depois ele passava lá e pagava. E se engana quem acha que eu comprava só badulaqueiras. Era tudo o mais econômico possível. Duas vezes por ano eu fazia orçamento em outros mercadinhos pra ver qual estava mais barato. E essa rotina vem me acompanhando desde então. A única diferença é que agora sou eu quem pago e compro todos os doces que quero. Eu to pagaaaandoo! E o adolescente lá de cima? Como será ele fazendo uma compra mensal de supermercado? Como será ele como chefe de família? Como provedor de uma casa? 18 anos, gente! Pelo amor de Deus!

domingo, 26 de junho de 2011

Trânsito

...é um assunto que rende muitas crônicas. Por passarmos vários minutos dentro dos carros, presos entre inúmeros semáforos, com adoráveis motociclistas batendo em nossos retrovisores e num calor infernal... Acabamos nos distraindo com coisas bizarras no caminho. A bizarrice da vez para mim chama-se pedestre.

Posso até parecer uma versão amenizada do Sr. Volante, mas a verdade é que eu tenho vontade de atropelar vários pedestres. Calma! Não são todos, não! Os que estão nas calçadas eu não me importo - acho, inclusive, que ali é o lugar mais seguro para eles. Eu tenho vontade de dar uma batidinha (leia-se: uma pequena escoriação e/ou hematoma) naqueles que andam nas ruas. Deve ser muito complexo de grandeza para eles se acharem do tamanho de um carro!

Cena: Eu, motorista, numa avenida a 60km/h. Vejo ao longe uma mocinha atravessando o canteiro e penso: Não é possível que ela vai continuar atravessando... E ela continua. Atravessa o canteiro pacatamente e põe os pés na pista ainda calmamente e o meu carro se aproxima velozmente e ele continua calmamente e o meu carro velozmente. Dou uma cutucadinha de leve na buzina, porque pode ser que ela não tenha me visto, daí a alerto para andar mais rápido, porque meu carro se aproxima velozmente. Mas que nada! Ela continua a atravessar calmamente, só que agora rebolando! Será que ela pensou que fosse algum motorista macho mexendo com ela? Ou é puro capricho, como se dissesse: Você não tem coragem de me atropelaaar-aar, lero-lero! Isso para mim soa como uma ofensa! Eu, no carro, numa avenida, ter de reduzir a velocidade pra não bater numa pedrestrezinha reboladeira atravessando fora da faixa??? Putzgrila!

Nessas campanhas de pacificação do trânsito dizem que temos de ter educação e tal. Que trânsito não é competição, é vivência. Que em algum momento você pode estar no lugar do outro. Mas diante do caso acima exposto, às vezes, me sinto uma pateta.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lorota para cliente


No caixa.
-Quero fazer um depósito de R$ 100,00, para pegar um poupançudo daqueles.
Pego o dinheiro com o cliente e começo a fazer o depósito.
-Tá.
-Se eu não levar um desse pro meu filho ele fica braaavo!
-A meninada adora.
-São quantos ao todo, hein?
-Oito.
-Então só vão faltar sete pra eu terminar a coleção.
-Pois é.
-Vou sacar e depositar esses mesmos R$ 100,00 todo dia, só pra completar os oito!
-Ah é?
-Por que será que fizeram esses Poupançudos do Rock, hein? Já teve até da seleção, né? Mas eu não peguei nenhum...
Terminado de fazer o depósito, aproveito para tirar uma casquinha.
-Ah, é que começaram uma série musical dos poupançudos. Agora é do rock, depois vai ter o do samba, o do forró, do tango e do funk. Mas o que eu quero mesmo é o do funk, porque dizem que todos eles vão vir com shortinho e top. Pode reservar esses seus R$ 100,00 aí!
-Nooossa! Que legal!
E saiu todo felizinho e eu fiquei mais felizinha ainda...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Deus mora no teto da minha cozinha

Agora há pouco estava dando o almoço para o meu filho. Enquanto eu dava a comidinha na boca dele com a colher, ele pegava a comida com as mãos e jogava no chão. Daí eu disse:
- Filho, não pode jogar o papá fora porque Papai do Céu fica triste. Tem muita gente querendo papá por aí. Deus não gosta que a gente jogue papá fora, tá?
- É?
- É. Não pode. Deus lá no Céu tá vendo tudinho...- e apontei para o alto.
- Ééé?!! - ele olhou, apontando o teto da cozinha.
- É! Vamos comer. Tudinho. Sem jogar fora, tá?
Uma meia hora depois, ele estava brincando na área e virou a água do balde, fazendo a maior bagunça.
- Meu Deus do Céu, Pedro!
Ele saiu correndo e quando fui atrás, lá estava o menino olhando o teto da cozinha.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Duplamente puta

Há situaçoes que me deixam muito puta! Uma delas são pessoas que falam sem parar. Outra é quando não encontro lugar para sentar, embora tenha muitas cadeiras vagas. Ambas aconteceram comigo em menos de 48 horas. Imaginem o quanto fiquei “profissional do sexo”!

Sabe quando no rádio fazem aquele esquema de tantas horas de música sem intervalo comercial? Pois é, dei carona para uma pessoa na semana passada que era bem assim: falava sem intervalo para os comerciais. A minha sorte é que tenho um poder de abstração e auto-isolamento muito alto para essas ocasiões. Quando a minha cabeça já estava estourando eu apertava o mute e ficava no piloto automático falando “an rã”, “hummm” e “é”. Não que eu não goste de conversar! Muito pelo contrário! Mas gosto de assuntos que me sejam afins. Não tenho o menor interesse na vida de pessoas que não conheço (saber como é o cotidiano do vizinho do tio do amigo, não é comigo!); não gosto de histórias nefastas, com finais ruins e trágicas; e, não gosto de opiniões ditas, repletas de razões, como se fossem as únicas certas no mundo.

Outra coisa que me mata é entrar em um recinto e não ter lugar para me sentar, simplesmente porque algum celular, agasalho ou óculos de sol resolveu frequentar o mesmo ambiente que eu! Às vezes, no restaurante lotaaado, fico zanzando de um lado para o outro com um prato na mão porque tem um celular esperando seu dono em uma das mesas supostamente vagas. A vontade que eu tenho é de pegar o aparelho, colocar na bolsa, sentar-me à mesa e começar a comer minha refeição tranquilamente. Quando o dono chegar, digo que não vi nada ali em cima, mas que se quisesse poderia se sentar e almoçar na MINHA mesa. Quando saísse pediria ao garçom que entregasse o celular para ele. Juro que ainda farei isso um dia! Não serei hipócrita a ponto de dizer que nunca reservei um lugar com um objeto. Mas quero expressar aqui o sentimento do excluído. Aquele que ninguém guardou o lugar dele no cinema. Que olha para todas aqueles assentos demarcados e se sente como um entusiasta do MST, querendo por tudo uma reforma, que seja justa e dê lugar de sentar àqueles que precisam.

terça-feira, 21 de junho de 2011

FICA uma coisa estranha no peito

Estive no XIII FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), realizado na Cidade de Goiás. O evento tem duração de seis dias, mas eu fui só no sábado durante o dia. Por dois anos consecutivos eu participei do festival ativamente. Eu tinha credencial de imprensa porque estava indo pela UFG e lá produzimos e aprendemos muitas coisas legais. Eu gosto de cinema, mas depois de sair da faculdade, ter filho e trabalhar num banco acho que perdi um pouco a disposição para estudar a sétima arte. Mea culpa, minha tão grande culpa!

Quando estava no auditório, assistindo a uma mesa redonda com Cacá Diegues e Arnaldo Jabor, senti algo muito forte. Uma mistura de saudosismo, com derrotismo, com ostracismo e um pouquinho de “isso não me pertence mais”. Senti saudade do tempo em que eu lia e debatia textos de cinema, ao mesmo tempo uma culpa por ter parado de fazer aquilo que eu gostava, entretanto a inércia e o status quo predominam.

Fiquei em Goiás por algumas horas que me pareceram eternas. Por um lado é bom reencontrar amigos, por outro, é frustrante estar deslocado do meio. É como se eles estivessem seguido e eu ficado na estação, saca?! Eu digo para alguns deles “Não vejo a hora de vocês terem filhos, pra gente voltar a ter um assunto em comum.” Mas não precisa ter pena ou qualquer outro sentimento parecido, amigo leitor. Não me arrependi (ainda) das minhas escolhas até agora. Só que eu olho para um passado tão recente e sinto ainda latente todas as situações gostosas que vivi com meus amigos nesses festivais. Obrigada, amigos, por me proporcionarem lembranças tão boas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Prefiro ser essa metamorfose ambulante... uma ova!

De tempos em tempos a gente muda. Algumas pessoas mudam com o passar dos anos. No meu caso, acho que mudo de pensamentos e atitudes como se trocasse de roupa. A culpa é da balança! Sim, librianos também sofrem com suas instabilidades. Você acha que não sofremos ao fazer sofrer as pessoas que gostamos ? Somos instáveis! Não somos sádicos!

Não gosto de ser hippie hoje e executiva amanhã. Mas cada dia acordo de um jeito! Fazer o quê? Num dia chego dando bom dia pra todo mundo, no outro abaixo a cabeça e me ponho a olhar os azulejos enquanto passo pelas mesas do banco. Antes que lhe ocorra esse pensamento, já vou logo dizendo que não sou bipolar. Não tenho nada contra os bipolares, muito pelo contrário, até compartilho (meio que de leve) das aflições deles.

Por isso amo meus pais. Eles me amam e aceitam do jeitinho que eu sou: uma gangorra ambulante! E dou muito valor aos meus amigos verdadeiros, que me suportam e toleram, apesar dos pesares.

Tive a iniciativa desse post por ter magoado uma pessoa hoje. E a ela dedico essa oração.

Utilidade pública

A vizinha da minha mãe proibiu que matassem os cachorros dela.

Que tal proibirmos de matar nossas crianças também?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não é o papai!

É lindo ver o filho da gente crescendo. As descobertas, o aprendizado, quando descobrem a mãozinhas, começam a rolar na cama sozinhos (a primeira quedinha), as chantagens emocionais, engatinhando e pondo as mãozinhas sujas nas paredes pra se levantar. Demoram meses para andar e minutos para descobrir que andar depressa é correr e se eu correr minha mãe não me pega... lero! lerô!

Mas o quero compartilhar mesmo é o sentimento do Dino da Silva Sauro.

http://www.youtube.com/watch?v=zd2DTXWTYXE

O Pedro só me chama de pai ou papai. Não sei se é a falta do pai dele, ou se é porque me vê chamando sempre pelo meu pai aqui em casa, ou se é por não ter coordenação das palavras ainda, ou se é só pra me sacanear mesmo. Às vezes, estou no banheiro e ele começa a bater na porta:
- Paaai? Papaaaii??
Com toda paciência eu falo:
- Não, amor! É a mamãe! Ma-mãe!
Ele insiste:
- Titia? Tiaaaa!!
Reluto:
- Fala mamãe que eu abro a porta.
Segue-se um curto silêncio...
- É?!
- É. Fala mamãe que a mamãe abre pra você entrar.
- Ééé?!
- An rã...
Segue-se um silêncio um pouco maior...
- Paaaaaaaaaaaiiiiiiii!!!
E começa a esmurrar a porta de novo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meu pai me perguntou o que era aquilo...

...quando ele viu um emo chorando e falando um monte de coisas sem sentido num programa de domingo na tevê. Respondi didaticamente. Isso aí, pai, é o que tá bombando na internet. Antigamente para as pessoas fazerem sucesso elas tinham de fazer coisas boas ou bonitas. Falar, cantar ou dançar bem era requisito para alguém fazer sucesso no rádio ou na tevê. Hoje em dia pra fazer sucesso na internet as pessoas têm de fazer coisas ridículas. Músicas ruins, danças esquisitas, bobagens, isso é o que faz um site ser o mais acessado em poucos minutos.


Eu acho que isso causa uma frustração em quem quer produzir de verdade. Pô! O cara fica esmerilando uma canção, por dias, meses a fio, para fazer uma música bonita, que fale coisas bonitas, que toque o coração das pessoas, para que no final das contas um cara cantando AEIOU ganhe (desmerecidamente) a minha atenção. (!)


Outra coisa que causa indignação em mim na internet são as relações entre as pessoas. Porque somos melhores amigos no MSN e no telefone não temos assunto? O que acontece? Será que é o ambiente virtual que deixa as pessoas mais a vontade? Eu posso teclar com alguém de calcinha e até sem ela que ele não vai saber. Posso dizer que estou com saudade sem precisar olhar nos olhos. Eu acho o cúmulo da hipocrisia quando encontro alguém que não vejo pessoalmente há muito tempo, mas que fica online no Facebook o dia todo, e ele me diz: “Nossa! Você tá sumida! Quê que você anda fazendo?” Se tava realmente sentindo minha falta porque não fala comigo no chat? Estou ali a sua disposição por horas. Ficamos sabendo como as pessoas estão e o que estão fazendo pela mudança de status. E todo mundo quer colocar uma frase de efeito no status, para que alguém fale com ele e comente ou curta sua frase fabulosa. Essa disponibilidade virtual me magoa profundamente. Uma sexta-feira eu estava aqui teclando e recebi três convites para sair. Quando estava sem internet em casa, ninguém me ligava nem pra saber se ainda estava viva! Imagine quantos convites deixei de receber em quase dois anos que fiquei sem internet?!


Então, dona Sabichona, se você menospreza tanto a internet porque está aí toda pimpona, com MSN de frase de efeito, Facebook todo dia, blog, Youtube,... Porque verifiquei que é muito chato viver numa ilha. Por mais que as relações nesse continente da Internet sejam frágeis, sem conteúdo, frias,... é o que temos atualmente. As pessoas se esqueceram de como é que é estar juntas umas com as outras. Certo dia, ao conversar com um amigo ele me contava de um vídeo engraçado do Youtube, ele disse: “Puxa! Mas você precisava ver!” “Pode me contar!” “Não é a mesma coisa! Quando estivermos no MSN eu te mando o link.” Mais um ponto para o virtual.

domingo, 5 de junho de 2011

Obscenidades

Um dia eu estava na esquina da Av. Goiás com a Av. Independência, parada no sinaleiro e vi um cara fazendo aquele gesto obsceno com o dedo médio, mostrando-o para o céu. Meu olhar curioso começou a procurar quem aquele sujeito tentava insultar. E encontrei. Havia uma discreta câmera de monitoramento acima do semáforo e certamente aquele sujeito tentava insultar a pessoa que porventura estivesse vendo aquilo ali. O homem seguiu, atravessou a rua e entrou numa loja. Fiquei com vontade de conversar com ele. Queria saber o que se passava na cabeça dele ao tomar aquela atitude. Seria um gesto de protesto? Ou a pura vontade de atazanar a vida de alguém. Insultar por insultar. Ou seria uma forma de dizer “Quero que vocês que estão aí me bisbilhotando que se danem! Se eu quisesse ser filmado teria me inscrito no BBB!”. Juro que até hoje essa cena não me sai da cabeça. Eu devia ter descido e ido atrás do homem.

Esse episódio me fez recordar um dia no atendimento ao trabalhador no banco e aconteceu o seguinte:

-Bom dia! Pois não?

-Olha meu PIS aí pra mim.

-Sua identidade, por favor, senhor.

-Pra que você ta querendo minha identidade? Eu não sou bandido, não! A polícia e o governo tinha de pegar era esses ladrão que tão solto por aí! Porque eu não devo nada pra ninguém! Eu sou é rico! Sou adevogado! Tenho três casa alugada e um ponto de comércio na Av. Anhanguera! Num vô dá minha identidade pra ninguém, não! E eu quero é que se foda a Caixa, que se foda a Polícia, que se foda o Brasil!

Nem preciso dizer que no final da fala o homem já estava gritando para todo o banco ouvir. Mas preciso dizer que ele fazia o tal gesto obsceno com o dedo para a câmera do banco nas suas três últimas falas. E todos os demais clientes olhavam para ele, e consequentemente, para mim, se perguntando o que a atendente teria falado para aquele homem para ele ter aquele comportamento.

Quer ouvir outra história de banco?

Essa é de quando eu quase fui morta com uma faca de pão.

Eram sete e meia da manhã quando cheguei ao banco. Cumprimentei a D. Ana que estava varrendo a calçada e ia adentrando no recinto quando vi uma senhora que tentava insistentemente abrir a porta e não estava conseguindo. Então, coloquei a mão na frente dela para girar a maçaneta e a mulher me atacou puxando os meus cabelos e gritando que eu não passaria na frente dela na fila! (A essa hora não tinha fila no banco. Ele só abriria às 10h.) A minha sorte foi que a D. Ana interveio ameaçando-a com o cabo da vassoura. Ela me arranhou os braços e puxou meus cabelos com tanta força que fiquei com dor de cabeça boa parte do dia! Até hoje me lembro da Santa D. Ana gritando “Larga ela! Larga ela, se não eu te bato!”. E a mulher rebatendo “Eu vou te mataaaar, sua cachorra! Querendo furar fiiiilaa!”

Quando entramos no banco e contamos o acontecido para os colegas disseram que eu deveria ter batido nela. Mas sou incapaz de bater até num bicho de pelúcia!

Quando o banco abriu, ela voltou. Ao passar pela porta giratória... biiiip! De novo. Biiiip! O vigilante, que tinha ouvido a narrativa do incidente mais cedo, pediu que ela abrisse a bolsa e surpresa: uma enorme faca de cortar pão! Ele tomou a faca e mandou que a mulher fosse embora. Ela frisou que precisava me matar e que voltaria depois. Não voltou.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A intenção é boa, mas o juízo é pouco...

Pedro Paulo fez xixi na sala.

Eu disse “Temos de pegar um pano pra limpar.”

Enquanto eu fui buscar o pano de chão, ele pegou o edredom do meu pai e secou o xixi.