quinta-feira, 27 de março de 2014

"Eu me remexo muito" ou "keep on moving"

Estava hoje a me recordar de quando escolhi o nome de meu filho.
Simpatizava com o nome Pedro e nas buscas por significado na internet deparei-me com a seguinte definição:
"Pedro
Origem Aramaica
Significado: Significa pedra. Sempre em busca da segurança, Pedro é um eterno inquieto. É perfeccionista e gentil por natureza, segue a sua intuição e sensibilidade, muito mais do que aparenta. Severo e reservado, tem os pés bem assentes na terra, racionalizando tudo, seja no trabalho ou na vida afetiva, de forma a alcançar posições firmes e relações estáveis. Desconfiado e hesitante no campo sentimental, opta mais pela razão do que pelo coração."


Atente bem para a expressão “eterno inquieto”. Passa despercebida, não é mesmo? Mas saiba você que se eu tivesse apenas uma palavra para nomear o comportamento do meu rebento, eu o chamaria exatamente de inquieto.
Não digo que meu filho seja hiperativo, mesmo porque não tenho conhecimentos para diagnosticar isso. Mas é um garoto adorável que está sempre a procura de algo novo.
A partir desse ponto comecei a refletir sobre pessoas estáticas. Pessoas que não se movem, não saem do lugar, não fazem a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e nada. São vegetais que apenas contemplam os dias passando diante de si.
Para quem não sabe aonde vai, qualquer lugar serve.
É isso, filho, continue inquieto. Traçando objetivos. Tome suas decisões e vá nelas até o fim! Mas se não quiser ir até o final, tudo bem, retorne e comece de novo. Mas esteja sempre em movimento, porque pessoas que não se movem, não deveriam sequer merecer ser gente!

sábado, 8 de março de 2014

A luz acabou

Destranquei a porta e teclei o interruptor da sala. A luz não se acendeu. Refiz o gesto três vezes e nem a minha insistência desesperada a fez mudar de ideia. A energia havia acabado, como já percebeu o atento amigo leitor. 
Fiquei frustrada.
Mas não me deixei abater. Peguei o celular no bolso e o liguei. Ah, celular... O que seria de mim sem você? Sempre tão presente, tão atencioso, tão, tão... tão necessário. Sua luminosidade me guiou até onde eu guardo as velas. E o fósforo? Onde estaria o fósforo? Uma vez que o fogo na minha casa provem somente do acendedor elétrico do fogão, nem me lembrava da última vez que havia pego um desses aqui em casa. Enfim, encontrei ambos e dei início à minha sessão romântica. Sim, porque não sei por que cargas d'água velas são sinônimo de romantismo! Então, iniciei a minha noite romântica comigo mesma.
Meu primeiro ato romântico à luz de velas foi tirar os tênis. Claro, porque é preciso liberdade nas noites românticas! Sentei-me no sofá e começou o devaneio.
Ao contrário do que possa imaginar o distinto leitor este post não é sobre velas ou romantismo e, sim, sobre expectativas. A todo momento, por mais que tentemos nos convencer que não, estamos criando expectativas. Há uma dificuldade em nós em lidar com aquilo que não é esperado ou a ausência do esperado. O simples fato corriqueiro de tentar acender a luz e não conseguir nos deixa frustrados. 
Isso porque estou falando de coisas do nosso cotidiano: não ter água no filtro, o carro não dar partida, uma blusa sem passar... Estamos todo o tempo expostos a não realizações e sabe o que é mais fabuloso quanto a isso? Nós sobrevivemos. O ser humano é dotado de incrível capacidade de superar frustrações, ao mesmo tempo que cria suas expectativas. 
Vem alguém e nos diz "não crie expectativas" e eu respondo "não há como, elas se criam sozinhas dentro de mim". Barata. Já viu alguém criar barata? Mas o fato é que em toda casa tem. Em algum lugar escondido há sempre uma baratinha. Assim são as expectativas. Você está sempre esperando que algo aconteça. A ligação do dia seguinte, o elogio após o jantar, o carinho após o sexo... Entretanto, lidamos com isso com toda elegância que as situações requerem. No meu caso, usei o celular. Paliativo, mas funcionou. O mundo não vai parar porque as coisas não acontecem do nosso modo. Continue criando suas baratinhas interiores, amigo leitor, mas aconselho que não as deixe te dominar.

domingo, 2 de março de 2014

Homens de pouca fé sucumbem ao anticristo

Gosto de ouvir o programa Missão Impossível da Jovem Pan. Ao ouvir as histórias contadas nele me sinto mais perto do senso comum e vejo que as pessoas têm enredos muito parecidos umas com as outras.

Os apresentadores são razoáveis e conseguem manter o público (no caso, eu) cativo durante todo o programa. Entretanto, a motivação do post de hoje não é o programa em si, e sim, uma frase que sempre repetem: o Facebook é o anticristo dos relacionamentos.

Uma estatística feita por um renomado instituto, o Any Paul Search and Research, aponta que de 10 términos de namoro pelo menos 5 são motivados pela rede social. Em segundo lugar, aparece o telefone celular com 30% dos casos. Acredita-se que com o crescimento estrondoso do uso do Whatsapp esse número poderá chegar a 45% do total.

Mas o fato é o seguinte, onde há vigília o pecado não entra! Amigos, aprendam a usar as redes sociais! Elas não são ruins. Ruins somos nós no quesito fazer coisa errada. Quer fazer coisas proibidas? Pois faça! Você tem o livre arbítrio. Mas ao fazer, trate de não ser pego. Sequer levante suspeitas, porque suspeitas serão investigadas. 

Então, por que dizem que o Facebook é o anticristo? Não é isso. Os usuários são pessoas de pouca fé. Acreditam realmente que nunca serão descobertos e subestimam a inteligência alheia. É nessa hora que o tinhoso se apodera! O sete peles sussurra no nosso ouvidinho: pra quê tanto álbum bloqueado no Facebook? e por que não posso ver sua lista de amigos? por que ele apaga as conversas do Whatsapp? quem fica mandando coisas pra ele a todo momento? e por
que ele não lê perto de mim? por que o celular dele tem código de bloqueio? e esses números sem  nome aqui, são de quem?

Neurótica, eu? Não. O Missão Impossível está aí para me mostrar que estou absolutamente dentro da normalidade.