domingo, 29 de julho de 2012

Poema indecente!

Nunca participei de uma quadrilha. 
Nem criminosa, nem junina.
E fui parar justamente na Quadrilha do Drummond!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lá vem a noiva toda de branco

Apesar de ter um filho, eu nunca me casei.
É praxe aqueles casamentos forçados no caso de moças que engravidam. Sou uma exceção.
O pai do meu filho e eu decidimos não nos casar até que as coisas se desanuviassem um pouco. Até mesmo para sabermos o que queríamos de fato. Foi uma das decisões mais sábias que tomamos.
Namorei seis vezes. Somando todos os meses namorados foram uns 60! Por que estou falando essas coisas? Para demonstrar que já tive oportunidades e nenhuma delas me apeteceu. Não que os rapazes não fossem legais. Nada disso! Mas as circunstâncias às vezes nos fazem tomar certas decisões que só compreendemos anos mais tarde.

Dúvidas pairam na minha cabeça acerca do casamento. Não compreendo bem para que ele serve. Talvez seja porque meu grande amor com o qual queira partilhar o resto dos meus dias ainda não tenha aparecido. Talvez seja porque eu levo uma vida tão bacana que não esteja disposta a dividi-la com outra pessoa (típica de filha única). Talvez seja porque ouço depoimentos tão frustrantes de pessoas que estão casadas que começo a imaginar o casamento como um purgatório. - Certo colega diz que se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas e que matrimônio é tão ruim que a gente "contrai", da expressão "contrair matrimônio", como se fosse uma doença. - Talvez seja porque tenho medo de trazer alguém alheio ao meu filho para conviver conosco. Enfim, não compreendo bem os motivos. 

Entretanto o motivo de escrever sobre isso hoje foi o casamento secreto do Renato e da Lorena. Certamente a cerimônia mais linda que já presenciei. A noiva não sabia de nada e foi pedida em casamento 12 horas antes da cerimônia. O noivo e amigos organizaram tudo. E ficou tão lindo! Desde os pequenos detalhes como as bolhinhas de sabão, passando pelos cata-ventos no corredor e as borboletas farfalantes nas árvores até as palavras amorosas proferidas na ocasião. De uma singeleza tão nobre que me comoveu. Depois dessa demonstração de amor eu voltei a acreditar em uniões felizes e quiçá até desejar uma para mim. Mas sem muita pressa! Porque, afinal, o Santo (Antônio) é de barro!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Clientes malcriados

A falta de educação é algo voluntário ou involuntário?
É possível que alguém haja deselegantemente inconscientemente?
Não sei. Tenho dúvidas profundas acerca disso.
O que suscitou essa pequena discussão neste blog é o fato de os clientes não quererem ser atendidos por mim.
Isso mesmo!
Confesso que não gosto deles. Tudo que termina em "ente" para mim carrega uma certa carga de menosprezo. Cliente, gerente (não o meu, é claro, porque o meu é ótimo, viu chefinho!?), atendente, parente (aqueles distantes), doente... todas essas classes de pessoas não são exatamente muito "agradáveis", digamos. Portanto, eu atendo clientes porque é parte da minha função, mas está longe de ser aquilo que mais gosto de fazer na vida. Mas isso não justifica as situações que descreverei a seguir. Contudo, antes preciso fazer uma ressalva. A pessoa que trabalha ao meu lado está na agência há anos e conhece todos os clientes, gosta de trabalhar lá, atende com carinho e é super amável com eles - ou seja, completamente diferente de mim.
-Bom dia, que bom que foi você que me chamou, Lourdes*.
Volto-me para o cliente e digo:
-Então quer dizer que se eu tivesse chamado o senhor não seria bom?
-Não, mas é que eu conheço a dona Lourdes há muito tempo...
-Mas a partir do momento que o senhor fala que prefere a ela, está despreferindo a mim. Ou seja, se o senhor prestigia o atendimento dela, está desprestigiando o meu.
-Não, menina, não é nada disso. Eu não quis ofender. Mas é que eu e a dona Lourdes somos muitos amigos...
-Então o senhor vá até a casa dela pra conversarem. Aqui ela é tão atendente quanto eu. Se eu discriminasse o senhor garanto que não ia gostar. Se eu me virasse para o meu cliente e dissesse "Nossa, ainda bem que eu estou atendendo você e não esse senhor aqui do lado", o que o senhor ia pensar de mim? No mínimo que eu fui grossa, não?!
-Ô, menina... Então da próxima vez eu faço questão de ser atendido por você.
-Não senhor! Agora quem não quer atendê-lo sou eu! Questão de brio! 
-Então eu vou reclamar com o seu gerente.
-O senhor é muito persuasivo, sabia? Será um prazer atendê-lo...


*O nome da colega foi trocado para não termos problemas.
**Ela não sem importa com as minhas inferências durante o atendimento dela porque sabe que é tudo brincadeira (com um leve fundo de verdade - principalmente na parte da falta de educação dos clientes).

domingo, 15 de julho de 2012

Ter filho não é ter lepra, tá?


A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que...
-Você me dá seu telefone?
-Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo.
[risos]
-Pode ser!  Pode ser!
Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular  e na tela havia uma menininha.
-Não é minha filha, não, viu? É sobrinha.
-Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?”
-Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente...
-Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar?
-Ah, eu ia achar estranho.
Gongo nele, minha gente!!!

O que eu faço se ele ligar?
      A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo.
      B. Atendo e digo que eu tenho um filho.
      C. Deixo-o descobrir sozinho, via facebook.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dona Rosa e seus dois maridos

Na minha versão da história, Vadinho é o bonzinho. Vade Mecum Saraiva é o nome dele. Nos conhecemos numa pacata livraria da Rua 3 e alí começou a nossa história de amor. Vadinho é íntegro, direito e tem princípios. Quer me dar um bom futuro e me conduz a fazer as coisas certas.

Tudo seria lindo e bucólico se não fosse o Johnnie. Ah, o Johnnie... [suspiro]

Johnnie Walker Black Label. O segundo de uma dinastia de irmãos que têm o poder de mexer com a alma das mulheres. - Acho que é resultado dos 12 anos de clausura num barril na Scotland, de onde ele disse que veio... -  Mas só ele me faz perder a cabeça. Não só a cabeça, como também o sono, os sentidos, a razão, o juízo, entre outras coisas. Uuuuhhh, Johnnie! Leve-me em seus braços, meu cavaleiro andante! Deixe-me andar a seu lado, Forever And Ever (como já dizia Demis Roussos).

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A força das promessas

Eu sempre achei uma besteira esse negócio de "voto".
-Ah, eu fiz um voto pro Divinopadeterno, se eu alcançasse determinada graça doaria R$100,00 pra igreja. 
Na minha humilde opinião dinheiro e igreja não combinam. Os pastores dizem que é para as ações de evangelização e manutenção da obra da igreja, mas o dinheiro é tão sujo que macula tudo. Uma notinha de cem reais está para um cristão de carne e osso, como um filé está para um cachorrinho faminto. Portanto, não gosto muito da idéia de dar dinheiro para a igreja.

Agora, quando a promessa tem como finalidade uma transcendência e esta trará condições melhores para a pessoa necessitada da graça e para outras pessoas, aí sim, aí eu acho o "voto" extremamente válido. Eu fiz uma promessa recentemente. E se eu alcançar a graça, farei uma proeza que envolve certo grau de dificuldade e doação. Por um lado, será bom para mim que o meu pedido se realize e, por outro, outras pessoas também ganharão. Então, tenho aí, soltos no Universo algumas pessoas que podem "torcer" pelo meu sucesso em "troca" de alguma coisinha.

Todo dia, ao acordar, lembro do compromisso feito e grito para o Universo dentro de mim. "Me ajuda aí, porra!" E vamos tocar o barco pra ver se as coisas acontecem. É assim. Tudo é motivação.

Prometo que se a graça pedida for alcançada até o prazo estipulado eu conto a vocês o sucesso da minha empreitada. Se não contar é porque não deu certo e só prova que isso tudo é uma paspalhice! Ora!

sábado, 7 de julho de 2012

O All Star e a Mulher

Depois da maternidade me redescobri uma Mulher. Meus seios cresceram (milagrosamente!), os quadris acentuaram, a barriga salientou, tenho algumas pequenas estrias. Conclusão: não sou mais adolescente (corporalmente falando - porque já o deixei de ser psicologicamente desde que fui admitida na Caixa, há meros sete anos). Tenho quase 1,70 de altura e sou loira agora. Aprendi a me maquiar. Gosto de andar de salto e de vestido. As rasteirinhas do tempo de faculdade já não me satisfazem mais.

Entretanto, gosto de colocar o meu All Star e entrar em contato comigo. Eu sou uma Mulher, sim, e gosto de sê-lo, mas o tênis... ah, o tênis... ele me liberta quando canso de ser A mulher. Na verdade, verdade verdadeira, a minha essência clama pelo All Star, baby look e calça jeans. Essa sou eu na minha forma mais plena. E gostaria muito que as pessoas me enxergassem assim. Plenitude, não desleixo. Portanto, não estranhem se de manhã eu estiver de bermuda rasgada e tênis velho sujo e a noite de meia-calça preta, scapin e echarpe. Cara e coroa.