quarta-feira, 8 de abril de 2015

Antes só do que mal gramaticada


Conversava hoje com uma amiga e trocávamos situações bizarras de redes sociais envolvendo rapazes. Uhum, rapazes, falamos, sim, sobre vocês... Às vezes, bem... mas na maioria delas, falamos mal mesmo. Nos queixamos do quanto vocês andam acomodados, de que não se fazem mais homens como antigamente e da forma como vêm tratando as mulheres. Mas esse assunto fica para outra hora.

As redes sociais nos aproximam em alguns aspectos e nos distanciam em outros. Por exemplo, quando leio um erro grotesco de português dou um salto para trás - literalmente. E olha que são muito frequentes! Antigamente as pessoas se casavam sem saber como o outro escrevia. Hoje a nossa ortografia é nosso cartão de visita. 

Um "o que tá fazendo de bom", ou aquele "mim" antes do verbo, ou vírgulas engolidas - interrogações eu até relevo, pois eu mesmo engulo algumas... São coisinhas que me deixam levemente descrente em uma conversa. Mas há situações mais radicais:


e ai gata
vc sumiu


não, to sempre por aqui
se não estiver, pode deixar mensagem no inbox que depois eu respondo

blz
qual a sua idade


por acaso vc é recenseador do IBGE para querer saber minha idade?
que indelicadeza!

foi maus...
qual o seu zap zap


francamente? podemos parar de conversar por aqui
não converso com quem fala "zap zap"
é ridículo!


Essa situação foi descrita pela minha amiga hoje. Mas eu também tenho minhas desventuras pelo mundo das redes sociais. Tipo essa:



Sim, o diálogo se resumiu a isso. Desconfio que esse nobre rapaz tenha aparecido, assim, após nove meses de hiato, só para fazer uma pesquisa. Claro! Porque só pode ser algum tipo de atualização que ele faz com os contatos do Whatsapp de vez em quando! Deu vontade de continuar a conversa... e se tivesse prosseguido, seria mais ou menos assim:

Era só isso que você queria saber? Se eu estou solteira ou se casei? Não vai dar em cima de mim? Não vai me convidar pra sair? Só queria mesmo saber se casei?! Não! Não casei! E esse "tá certo"?Estou certa em ainda não ter me casado, é isso? Ainda faço parte do time das solteiras, coleguinha! Por que? Queria saber onde aluguei meu vestido de noiva? Ou qual buffet está mais barato? Ou simplesmente atualizar a sua agenda? Saber se já poderia excluir meu número? Pois lhe digo: pode excluir, sim, por favor. 

EPÍLOGO




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Idiota no trânsito (e em qualquer lugar)

Frequentemente me sinto uma idiota no trânsito. Mas hoje quero falar das vezes que passo por idiota ao volante, simplesmente por me deixar levar pelos meus impulsos. Impulsos esses que já me fizeram fazer muita besteira na vida. 
(Nota mental: aprender a lidar com impulsos.)
A situação que me constrange mais no trânsito é quando alguém está dirigindo pachorrentamente à minha frente, como se o dia dele tivesse mais horas que o meu, e que, em algumas situações, eu pisco o farol para ele sair da minha frente, ou acelero forte meio que para dizer "se você não tem pressa, eu tenho". Daí, acontece que ultrapasso o tal carro lerdo, olho com cara de poucos amigos para o motorista - um bossal que não está nem ligando para a opinião alheia - e sigo adiante... acelerando envenenadamente... até que... surge um semáforo fechado. Putz!
O bossal em seu carro bossal para ao meu lado. 
De que adiantou tanta energia gasta, tanto esbravejamento, tantos pensamentos ruins? Sou mesmo uma idiota, admito!

Na vida também cometo cometia essas idiotices. Já corri atrás de coisas inúteis e depois que as alcancei tive a mesma sensação de babaquice de quando o carro lento se encosta ao lado do meu envenenado. Podia correr e enumerar várias delas, mas acho que não quero mais correr... prefiro andar lentamente, porque, afinal, os lentos também chegam.