terça-feira, 19 de março de 2013

Tatuado em mim

Certa vez fui visitar uma amiga e fiquei um pouco surpresa com a tatuagem que ela havia feito: uma gueixa que ocupava suas costas quase completamente e algumas flores no braço. A surpresa não era nem pelo fato de estar se tatuando, e sim, pelo cargo que pretendia ocupar na Caixa.
-Amiga, você não tem receio do que o seu Gerente Geral pode achar de uma tatuagem tão grande? Porque, afinal, não dá pra escondê-la e no banco essas coisas ainda são vistas com um pouco de preconceito, né?
-O cara que não aceita a minha tatuagem, não serve pra ser o meu gerente.

A minha amiga sempre foi um exemplo pra mim em vários sentidos e essa frase foi uma lição de vida. Hoje, compreendo muito melhor o seu significado. Não somos nós que devemos nos deixar moldar pelos anseios do mundo. Ele que se adeque para me merecer, ora bolas!

Nos últimos tempos vivi meio pesarosa por minha vida não ser mais a mesma depois da maternidade. Por não gozar das mesmas oportunidades que tinha antes de ser mãe. Já escrevi em outras circunstâncias aqui nesse blog a dificuldade que a mãe solteira tem para encontrar caras que queiram o "kit completo". Entretanto, minha visão vem mudando e, talvez por isso, me lembro tanto da frase proferida pela minha amiga. Atualmente, sou capaz de compreender melhor que o cara que não aceita meu filho, não serve pra ser meu cara. É uma questão de preferência, sabe? Nós, mães que amamos nossos filhos, não vamos nos expor a pessoas que não aceitam e tão pouco compreendem a nossa situação. Elas não nos merecem. Isso é encarar a realidade.

A minha amiga quando decidiu fazer a tatoo disse "Frankly, my dear" para o resto do mundo e foi ser feliz. Por que raios meu filho e eu não faríamos o mesmo?