domingo, 28 de agosto de 2011

Trânsito VI: transporte público coletivo

[A segunda opção de título seria Coletivo de merda: transporte público]

O tal do coletivo é uma merda! Perdoe-me a expressão, mas é mesmo. É por isso que o trânsito anda essa merda, perdoe-me novamente. Não conheço uma pessoa sequer que utiliza o transporte público coletivo porque gosta. Só andam nessa joça porque não têm outro meio de transporte ou porque fica mais em conta financeiramente. Desde os tempos da faculdade eu sou indignada com motoristas de ônibus, passageiros de ônibus, bancos de ônibus, tudo! Tudo!

Como eu morava relativamente perto do campus, muitas das vezes, os motoristas nem paravam para eu entrar naquela compota de estudantes e trabalhadores. Eles faziam apenas aquele sinalzinho como a mão juntando os dedos na vertical por várias vezes (aquele sinal que fazemos pra dizer que tá cheio). Eu morria de raiva! EU SABIA QUE ESTAVA CHEIO, MAS QUERIA ENTRAR ASSIM MESMO, PORQUE EU TINHA AULA! Ou eu saia de casa meia hora mais cedo para conseguir entrar na droga do ônibus (isso eu tô falando só pra entrar, passar na catraca e sentar era oooutra história). Daí, quando um motorista um pouco menos mal-humorado resolvia parar para me pegar, eu tinha de dividir um espaço entre o segundo degrau do ônibus e a porta com mais três pessoas. Contudo, eu ainda me considero uma pessoa de sorte, porque eram praticamente todos estudantes, e universitários são, em geral, cheirosinhos (exceto aquele pessoal que usa dread no cabelo).

Isso sem falar que a única vez que fui roubada onde eu estava? Onde? Na Praça da Bíblia, entre tapas e chutes para entrar no Itatiaia (era a linha que levava ao campus, carinhosamente chamado também de Istapiaia). E homem tarado? Nossa! Eu morria de ódio de ter de esbarrar naquelas protuberâncias salientes a encostar na minha bunda! Que inferno, meu Deus! Que inferno! Dentro dos coletivos encontramos toda sorte de gente. Os que me chamam a atenção são os sem-noção-demais. Aquelas pessoas que passam a viagem toda falando ao celular na maior altura. Ou aqueles que ouvem músicas com fone, mas que poderiam estar sem eles, porque todo mundo está escutando o som dele. Há os que dormem o tempo todo e babam no vidro até. Aqueles que se fazem de altista quando sentam nos bancos preferenciais. Não posso deixar de mencionar os que puxam conversa com todo mundo. Se sentar um surdo ao lado é capaz de pegar um papel e uma caneta no bolso só pra perguntar alguma coisa, nem que sejam as horas.

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