quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Já pensou se você fosse adotado?

Acabei de chegar da feira. Comi um delicioso peixe frito, dois espetinhos, uma pamonha e duas cervejas. Mas o importante não é isso. Eu quero falar sobre o que a dona da banca me contou e que me fez refletir por alguns segundos e, por fim, postar aqui.
-Você só tem esse?
-Ah, sim! Um filho já dá muito trabalho...
-Eu tenho três! Um de 14, outro de 12 e uma de 6! Essa última é muito inteligente! Ela é adotada, mas ainda não sabe, não, sabe?
E saiu para atender outra mesa.
Fique me perguntando como seria contar para uma criança que ela é adotada. Que não é filha de sangue, apenas de criação. Comecei a me perguntar um monte de coisas... É mais importante quem pare ou quem cria? Os laços afetivos são menos importantes que os genéticos? Como essa menina receberia essa notícia? Qual seria o impacto de uma informação desse nível na vida de alguém? Nossa! Me perguntei tanta coisa! Me coloquei no lugar dessa mulher. No lugar da menina. No lugar da mãe sanguínea. Dos irmãos...

Há pessoas que pensam que seus problemas são os maiores do mundo. Pensam isso simplesmente porque não conseguem enxergar o quanto há vidas muito mais complicadas que as nossas. O fato de não ser filha de quem você acredita que é mexe completamente com a noção de identidade que você tem acerca de si mesmo. Ou não, né? Porque ninguém é igual a ninguém. De repente, quando a mulher lá da feira contar para a menina que ela é adotada ela diga apenas "é? então tá!".

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