domingo, 26 de junho de 2011

Trânsito

...é um assunto que rende muitas crônicas. Por passarmos vários minutos dentro dos carros, presos entre inúmeros semáforos, com adoráveis motociclistas batendo em nossos retrovisores e num calor infernal... Acabamos nos distraindo com coisas bizarras no caminho. A bizarrice da vez para mim chama-se pedestre.

Posso até parecer uma versão amenizada do Sr. Volante, mas a verdade é que eu tenho vontade de atropelar vários pedestres. Calma! Não são todos, não! Os que estão nas calçadas eu não me importo - acho, inclusive, que ali é o lugar mais seguro para eles. Eu tenho vontade de dar uma batidinha (leia-se: uma pequena escoriação e/ou hematoma) naqueles que andam nas ruas. Deve ser muito complexo de grandeza para eles se acharem do tamanho de um carro!

Cena: Eu, motorista, numa avenida a 60km/h. Vejo ao longe uma mocinha atravessando o canteiro e penso: Não é possível que ela vai continuar atravessando... E ela continua. Atravessa o canteiro pacatamente e põe os pés na pista ainda calmamente e o meu carro se aproxima velozmente e ele continua calmamente e o meu carro velozmente. Dou uma cutucadinha de leve na buzina, porque pode ser que ela não tenha me visto, daí a alerto para andar mais rápido, porque meu carro se aproxima velozmente. Mas que nada! Ela continua a atravessar calmamente, só que agora rebolando! Será que ela pensou que fosse algum motorista macho mexendo com ela? Ou é puro capricho, como se dissesse: Você não tem coragem de me atropelaaar-aar, lero-lero! Isso para mim soa como uma ofensa! Eu, no carro, numa avenida, ter de reduzir a velocidade pra não bater numa pedrestrezinha reboladeira atravessando fora da faixa??? Putzgrila!

Nessas campanhas de pacificação do trânsito dizem que temos de ter educação e tal. Que trânsito não é competição, é vivência. Que em algum momento você pode estar no lugar do outro. Mas diante do caso acima exposto, às vezes, me sinto uma pateta.

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