sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NÃO É PROIBIDO ou COMO..., parte II

1ª abordagem:
 Assim que chegamos avistei um produtor de camisa branca:
-Oi, boa noite! Olha eu preciso de um grande favor seu. Quero saber como eu faço para entrar no camarim e tirar uma foto com a Marisa depois do show.
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém.
-Ah, mas deve ter um jeito. Alguém que seja corrompível. (risos) Só me diz quem eu devo subornar para conseguir entrar lá.
-Tenta falar com alguma das produtoras que ficam do lado do palco no final do show. Quem sabe, né?
-Beleza, vou falar pro meu namorado jogar um charme pra elas. (risos)

Transcorre-se todo o show e na hora do bis eu chamo a Amiga.
-Amiga, vou tentar falar com alguém pra entrar no camarim. Quer vir comigo.
-Quero.

2ª abordagem:
Dois vigilantes com formato de guarda-roupa na entrada do palco.
-Opa! Tudo bom? Tô querendo saber quem eu tenho de subornar para entrar no camarim. (risos) Como é que eu faço para entrar lá, hein?
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém. (Segurança 1)
-Essa aí é difícil, viu? Ninguém. Ninguém  mesmo!
-Putz! Mas eu tive informações extra-oficiais, privilegiadíssimas de que se eu falar com a pessoa certa, ela me põe lá dentro! Eu só quero saber quem é... (sorriso charmoso)
Continuo ali, no mesmo lugar, insistindo a todo momento e brincando com eles:
-Eu vou subir nesse palco, hein, e vocês vão ter de correr atrás de mim. Tô avisando... (mais sorrisos)

3ª abordagem:
Chega uma produtora loira, tirando fotos. Ela pede para que eu tire uma foto dela com a Marisa ao fundo:
-Claro! E eu vou negar um favor à mulher mais bacana desse teatro e que vai me colocar lá dentro do camarim? (risos)
Tiro a foto com todo empenho.
-Tô falando sério. Me ajuda a tirar uma foto com ela.
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém.
(a essa altura percebi que essa era a fala padrão)
-Mas eu tenho certeza que você pode me ajudar.
-Não. Eu sou uma reles prestadora de serviço aqui. Num tenho moral pra nada, não. Mas se aparecer alguém dos que podem eu te mostro. (tipo, senta lá, Cláudia)
Mas a Cláudia aqui não senta! Jamais!

4ª abordagem:
Produtora gorda com cabelo de vassoura.
Falei o mesmo discurso para ela e a lambisgoia seguiu andando. Nem me deu atenção.


O show termina.


5ª abordagem:
Segurança legal da porta do corredor que dá acesso ao camarim.
-E aí, tudo bem? Essa galera (mó galera na porta) tá aqui na esperança de alguém entrar, é?
Sim com a cabeça.
-Opa! Então aqui é meu lugar! Queria muito entrar, mas tá complicado, né?
Sim com a cabeça de novo.
-Me deixa entrar, moço?
-Não posso, moça!
-Não, é que você fez sim com a cabeça duas vezes, vai que saía mais um, né? De repente... (risos meus e dele)
Eis que sai uma velhinha na porta e diz:
-A Marisa não vai atender ninguém hoje, porque está muito cansada e (blá-blá-blá...)
Olho para a Amiga e digo que não vai ter jeito mesmo, não...
-Não, vamos esperar mais um pouquinho! Vai que...
-Certo!
Continuo a conversa com o segurança:
-Difícil, viu, cara! Que que a gente faz nessas horas? Será que ela tá no Castros? Vou pra lá ficar na porta esperando ela. (sempre sorrindo)
-Por que você não a espera na saída daqui do teatro?
-Ah, mas a saída aqui pros famosos num é uma passagem secreta, não? Tipo, subterrâneo?
-Nããããoo... Eles saem naquela portaria ao lado da que você entrou, sabe?
-Tá brincando? Sério mesmo?
E rumamos para lá! Eu sempre soube que é preciso falar com as pessoas certas na hora certa. Mas nunca imaginei que essa pessoa seria um segurança, sabia?

Momentos finais:
-Chegamos na tal portaria do estacionamento, dois armários de terno lá também. Cumprimentei-os e fomos entrando. Paramos ao lado do Azera que já estava inclusive ligado e com as portas abertas esperando-a. Daí passa por nós o primeiro produtor, o da camisa branca, e grita para os vigilantes não deixarem ninguém entrar. Depois sai a tal produtora loira que disse que não tinha poderes, olhou para nós com cara de "foi mal, aê". E saem músicos, e produtores e mais músicos e cadê a mulher gente!?
Já estava com medo de algum segurança vir me pegar pelo braço.
-Ana, ela tá vindo! - avisou meu namorado.
Preparei a câmera, ela olhou para mim, mas virou as costas para conversar com uma pessoa...
Quando voltou novamente:
-Marisa, tira uma foto comigo?
-Claro. Vem aqui. Mas tem que ser rapidinho.
Abracei-a e falei um monte de coisas que fãs falam. Ela me entregou um autógrafo e perguntou se eu havia gostado do show.
-Foi o melhor show da minha vida! Muito obrigada! Parabéns!

Epílogo:
Saí andando dali não sei como.




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