terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em público

Certa vez, na faculdade, o professor de cinema (que é um crítico renomado em Goiânia) nos levou para assitir ao filme Dália Negra. A projeção era realizada uma vez por semana, à tarde, só para que ele pudesse analisar e dar as estrelinhas dele no jornal. Achei a experiência o máximo! Um filme exibido exclusivamente para um grupo seletíssimo de pessoas e eu estava entre elas. Uau!

Daí, ontem tive uma experiência similar. Não tão gradiosa quanto da outra vez, mas igualmente gratificante. Fui ao cinema com meu filho, numa segunda-feira, pegar a sessão das 15h, no mês de outubro (que não é sequer férias escolares). O filme era 31 Minutos, uma produção baseada na série homônima exibida em canal fechado até alguns anos atrás. Pra falar a verdade, era bem fraquinho. Nem Pedro, nem eu gostamos de filme com bonecos - só gostei de Muppets e, mesmo assim, quando era criança. Enfim, o espetáculo não trouxe nada de espetacular, mas o contexto... ah, o contexto... Esse sim merece minha atenção. A sala estava completamente vazia. Dezenas de cadeiras e nenhuma pessoa, nenhumazinha. Minto. Vi uma cabeça na sala de projeção, mas ela não conta, porque certamente estaria ali fazendo qualquer outra coisa, menos partilhando comigo aquele momento único em que éramos os únicos. 

Lembro sempre da menina (esquizofrênica?) do filme Edifício Master ao dizer que sentia um prazer velado quando ela entrava no elevador e não tinha ninguém e que se sentia feliz por não encontrar pessoas. Não que eu seja anti-social, mas quem nunca sentiu vontade de estar num lugar público completamente à vontade. Todo mundo já quis tomar banho de piscina pelado! O quê? Você não?! Ah, fala a verdade! Aquela parada de A Lagoa Azul e tals... Nunca? Véi, cê num é normal...

Um comentário:

  1. "Assisti Dália Negra. Daí, ontem tive uma experiência similar." Você foi esquartejada?? #NÃOPERA

    Nunca tive vontade de nadar pelado em uma piscina, mas já tive vontade de estar em um apocalipse zumbi só para ficar sozinho em locais públicos... Fora que todas as preocupações do meu dia a dia sumiriam.

    Quero dizer, o que é tão preucupante em um apocalipse zumbi? Uns tiros na cabeça aqui, outras machadadas no pescoço ali...

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