terça-feira, 19 de junho de 2012

À Ana o que é de Ana

Há vários tipos de pessoas pelas quais eu tenho antipatia. Uma delas é aquela que pensa que as minhas coisas pertencem a ela. Sou filha única e se tem algo que tenho bem claro para mim é que o que é meu é meu e pronto! Não me importo de emprestar (desde que devidamente e formalmente pedido) as minhas coisas, entretanto me importo muito se elas não são devolvidas e me importo ainda mais se elas são devolvidas com a cara torcida.

-Fulano, me empresta uma caneta? 
-Ah, não trouxe nenhuma hoje.
-Então me devolve a que te emprestei ontem no começo da aula? (tom amistoso e de brincadeira)

Eis uma forma tranquila de pedir que alguém devolva algo. Tá. No exemplo eu citei uma caneta, é insignificante, sim! Mas e se fosse meu carro que eu emprestei ontem de manhã para ele levar a mãe ao médico e não me devolveu até agora. Fui e voltei de ônibus pro trabalho, cara!

Aí, chega o "amigo" (muito menos amigo do que no momento em que lhe pediu o favor) com a cara amarrada e joga a chave do carro (ou até mesmo a caneta) em cima da sua mesa:

-Taí a chave/caneta, ó.

Nem agradece e se faz de ofendido porque eu cobrei algo que era meu e estava fazendo falta!!! Eu suporto muita coisa, mas falta de educação chega a ser pecado capital. O mínimo que ele poderia fazer era pedir desculpa pela demora. Certamente da próxima vez que me pedir algo emprestado só me lembrarei do tom arrogante da voz ecoando na minha cabeça... e a resposta virá automática:

-Rapaz, não vai ter jeito!

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