segunda-feira, 7 de maio de 2012

Salve a professorinha!

Acho que se eu não fosse jornalista por formação ou bancária por exercício eu seria professora por hobby. Tenho prazer em ensinar, acho bacana transmitir o pouco que eu sei. Mas eu não queria ser qualquer tipo de professora, não! Eu seria daquelas que marcam a vida do aluno. Daquelas que ele se lembraria por anos e anos a fio. Nada de professora de criança ou de adulto. Meu negócio é adolescente. Adolescentes são ótimos! Eles nos renovam e fortalecem dia após dia. "Senhor, me dê forças!" - É o que dizemos antes de encarar uma sala cheia de pessoinhas púberes com mais espinhas do que rosto e mais cabelo na mão do que na cabeça! A criticidade deles nos motiva a demonstrar-lhes que não são os donos da razão. Adolescente tem mania de achar que só o mundo deles faz sentido e cabe ao bom professor trazê-los para a realidade nua e crua. Se a empreitada for bem sucedida podemos terminar o ano como heróis e ficar de vez na memória deles. Cito, por exemplo, a Allyene. Professora de biologia no segundo e terceiro ano do ensino médio. Fora de série! Completamente louca e rigorosa, mas me fez aprender coisas (da biologia e da vida) que não esquecerei jamais. Ela falava coisas duras de se ouvir e dava esquete (até saía da sala), atos esquisitos para uma professora e que me faziam refletir sobre o que eu queria ser e o que eu queria fazer da minha vida. Isso sem falar dos ribossomos, nucléolos, ácido ribonucleico e desoxirribonucleico, mitose, meiose, cissiparidade, Ciclo de Krebs, mitocôndria,...


2 comentários:

  1. Oi Ana, com licença.
    Mas é que tipo eu sou adolescente e tipo, também gosto da aula de biologia, tipo não que seja minha aula preferida, mas é que tipo... O certo é "Ciclo de Krebs".

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  2. Muitissimo obrigada, Vinicius! Mas ninguém aqui escreveu "Klebs", não mesmo! (edição é o máximo, né?!?)

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