segunda-feira, 15 de junho de 2015

Atrás do próprio rabo

Quem nunca se divertiu observando um cachorro girar e girar correndo atrás do próprio rabo? Pois, olha, não tem nada de divertido nisso... ao menos para o cachorro, não.

Tenho me sentido meio cadela ultimamente. Saio obstinada atrás dos meus objetivos, mas não compreendo a razão, não consigo alcançá-los. Faço um esforço danado durante todo o dia, para cumprir alguns afazeres, entretanto sinto que aqueles que eu gostaria ou deveria mesmo realizar, não os realizei.

A frustração vem do fato de estar sempre apagando incêndios, sem tempo para construir nada. Sem um tempo só meu, ao qual eu não tenha que, por obrigações morais, sociais ou afetivas, dedicá-los a amigos, filho, pais, parentes, namorado, colegas, peixes, coelhos, casa, carro, etc.

É isso! Plantamos coisas demais e depois nos falta tempo para as colheitas que desejamos. Quero ter um quintal lindo, uma casa impecável, um filho educado, um namorado presente, meus pais próximos a mim, fazer meu trabalho corretamente, trabalhar com fotografia, fazer álbuns artesanais, escrever, ler, nadar, correr, pedalar, criar animaizinhos, sair com os amigos... Contudo, como já diz o ditado, quem tudo quer, nada tem. E fico assim, correndo atrás do meu rabo, pedindo a Deus que o dia tivesse seis horinhas a mais.

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