Eu já trabalhei com cobrança no banco e sei que cobrar é chato. Entretanto, para quem está do outro lado é muito pior. O fato é que somos cobrados o tempo todo. Pela família, pelos amigos, pelo trabalho, pela sociedade, por si mesmo... A sociedade tem poder de exercer uma pressão velada nas pessoas, que se o neguim não for muito confiante em si, ele surta. Por exemplo, quando somos crianças todos nos perguntam o que vamos ser quando crescer. Por que a criança deve ter noção de algo que ainda está tão distante dela? É exigir muito querer que ela te responda qual será a profissão dela dali a vinte anos. E, se porventura, ao longo desse período a criança mudar de ideia, não faltarão pessoas para dizer "ué, mas você não disse que queria ser médico?" Disse, caramba! Há quinze anos atrás! Não tenho o direito de mudar de opinião? Daí, quando alguém está namorando, logo começam a perguntar quando será o casório. Ô perguntinha chata! Então, quando finalmente se casam, cedendo às press...
A despeito do post anterior senti a necessidade de responder a dois comentários. Primeiramente, o Biotônico era o inverso do Emulsão Scott. Enquanto este tem um desprezível gosto de óleo de fígado de bacalhau, aquele tinha gosto de pinga. Sim, o Biotônico, assim como o Sadol, era para nós crianças, o que a cachaça era para o Mussum, ou seja, o "mé"! Era uma delícia! Aquele gostinho que ficava na boca... hummm... não tava nem aí se tava tomando ferro (não literalmente, pelo amor de Deus!), eu queria era beber. Tomava uma colher de sopa antes das refeições e, às vezes, uma gole escondido. O segundo comentário versa a respeito de fazerem um Biotônico Ice. Até imaginei... Jesus! Com duas pedrinhas de gelo e umas folhinhas de hortelã... a deficiência de ferro já era! Mas o assunto Biotônico me faz lembrar de uma parte trash da minha infância. Aos dez anos eu tive reumatismo no sangue. Tomava várias Benzetacis por mês - e quem já tomou sabe que não há injeção pior no mundo. Até aí ...
A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que... -Você me dá seu telefone? -Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo. [risos] -Pode ser! Pode ser! Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular e na tela havia uma menininha. -Não é minha filha, não, viu? É sobrinha. -Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?” -Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente... -Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar? -Ah, eu ia achar estranho. Gongo nele, minha gente!!! O que eu faço se ele ligar? A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo. B. Atendo e digo que eu tenho um filho. ...
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