Postagens

Dá licença que quero passar

No trânsito é onde surge a maioria das minhas inspirações. Fico absorta em pensamentos nem sempre muito elegantes. Agora há pouco mesmo lá estava eu pensando sobre o tempo. Será que o dia tem o mesmo tamanho para todas as pessoas? Por que parece que o meu dia é menor do que o dos outros? Ninguém tem a mesma pressa que eu enquanto dirige. Considero o tempo que estamos no trânsito absolutamente perdido (exceto pelos meus pensamentos - nem sempre elegantes). Fico muito indignada quando vejo alguém trafegando pela pista da esquerda pachorrentamente, como se nada de bom o estivesse esperando em seu destino e ainda se dando ao luxo de atrasar o alheio.

Apelo em favor das avós

Este é um post de apelo. Hoje quero falar para todos os meus amigos e amigas que ainda não tiveram filhos. Gente, vamos engravidar! Vamos dar de presente aos seus pais o doce prazer de ser avós. Vocês estão sendo egoístas em negar essa oportunidade ímpar na vida deles. Você, minha amiga que está me lendo nesse momento, coloque-se no lugar da sua mãe. Ela, com um monte de amigas que já são vovós, contando as proezas do seus netinhos e as pobrezinhas lá... a ver navios, sem ter como compartilhar com as amigas as benesses de ser uma vovozinha. O que são nove meses segurando uma barriga, inúmeras noite sem dormir, pacotes e mais pacotes de fraldas, litros e mais litros de leite, perto do prazer de proporcionar à sua mãezinha essa alegria? Lembre-se de tudo que ela já fez por você, sua ingrata! Portanto, eu vos peço que engravidem e dêem aos seus progenitores a honra de poder compartilhar as travessuras dos netinhos com as amigas dela. Sua mãe certamente está na casa dos cinquenta, ou ...

De mãe para filho

Na condição de mãe, eu sou obrigada a oferecer o que há de melhor para o meu filho (desde que esteja inserido em minhas condições financeiras, é claro). Nesse sentido, faz-se necessário que eu tenha profundo conhecimento daquilo que é consumido pelo meu pequeno. Sabe, é tipo quando você toma uma dose de xarope pra saber se o sabor é aceitável. Mas não é sobre medicamentos que quero falar. Estou aqui repassando uma experiência importantíssima e que deveria ser seguida por todos os pais que amam seus filhos. É um assunto muito sério, gente! Não é brincadeira! Estou falando de desenhos animados. Isso mesmo! Apesar de ultimamente a moda ser as fantásticas produções em 3D, cheias de efeitos e piadas adultizadas eu aindo insisto nos MEUS desenhos animados. Sim, eu assisti Pica-Pau quando criança e nem por isso fiquei perversa e trapaceira como ele. Assisti aos desenhos da Disney e não me tornei homossexual. Vi todas as mensagens sublimares do Rei Leão e não precisei ir ao psiquiatra por iss...

Oração

Deus, o Sr. lê meu blog? Então me ajuda, vai!

Experimente Aniversários

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Eu juro, juro de pé juntinho, juro pela minha coleção de Poupançudos, que um dia eu experimento o tal Aniversários que tanto me oferecem no Facebook. Desconfio que seja um entorpecente novo que criaram e usam esse pseudônimo inofensivo pra maquear seu alto poder de viciar as pessoas. Sim, porque percebo que mais e mais pessoas estão experimentando essa coisa e influenciando outras a experimentá-la também. Então, faço aqui, diante de vós uma promessa: eu vou experimentar o tal Aniversário! E digo mais, isso tem até data para acontecer. Será dia 21 de outubro de 2013! (E se eu gostar, quero repetir todo ano.) Não percam! Será o evento do ano! Já vejo até as manchetes do jornal do dia 20. ANA PAULA SE PREPARA PARA EXPERIMENTAR ANIVERSÁRIO AMANHÃ. Logo abaixo, JOVEM DE 27 ANOS, INFLUENCIADA POR REDE SOCIAL, DECIDE ENCARAR NOVO DESAFIO E DESCOBRIR COMO É O TAL ANIVERSÁRIO.

NÃO É PROIBIDO ou COMO..., parte II

1ª abordagem:  Assim que chegamos avistei um produtor de camisa branca: -Oi, boa noite! Olha eu preciso de um grande favor seu. Quero saber como eu faço para entrar no camarim e tirar uma foto com a Marisa depois do show. -Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém. -Ah, mas deve ter um jeito. Alguém que seja corrompível. (risos) Só me diz quem eu devo subornar para conseguir entrar lá. -Tenta falar com alguma das produtoras que ficam do lado do palco no final do show. Quem sabe, né? -Beleza, vou falar pro meu namorado jogar um charme pra elas. (risos) Transcorre-se todo o show e na hora do bis eu chamo a Amiga. -Amiga, vou tentar falar com alguém pra entrar no camarim. Quer vir comigo. -Quero. 2ª abordagem: Dois vigilantes com formato de guarda-roupa na entrada do palco. -Opa! Tudo bom? Tô querendo saber quem eu tenho de subornar para entrar no camarim. (risos) Como é que eu faço para entrar lá, hein? -Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém. (Seg...

NÃO É PROIBIDO ou COMO CONSEGUIR UMA FOTO COM SEU ÍDOLO EM 20 MINUTOS, parte I

Eu sou uma pessoa de muita sorte. Nem sei porque eu sou tão mal humorada às vezes (aliás, às sempres)... Na verdade eu sei, mas não quero falar. Eu quero falar é sobre a Marisa Monte e como eu consegui abraçá-la ontem. Não faço exatamente a linha tiete, não pertenço a fã-clube, não mando cartinhas, não tenho poster na parede do quarto (por mais teenager que isso possa parecer, sei de gente - adulta - que tem... ou iéar...), entretanto, a admiro pra cacete! Acho-a bonita, sensível, com uma belíssima voz, muito competente no que faz, discreta e educada (raridade entre os artistas de hoje). Em 2001 conheci algumas músicas da Marisa. Tive até a audácia de pensar em cantar Bem Que Se Quis num festival da minha cidade, mas meu anjo da guarda, sempre muito prestativo e atento, não permitiu e me poupou desse provável fiasco. Não que eu seja desafinada, quer dizer, não muito, mas é que é preciso uma dose generosa de talento para conseguir chegar próximo de uma música interpretada por ela....

Comida pra viagem

Todo mundo já conversou com alguém que tinha alguma coisa pregada no dente. Por algum motivo ficamos inquietos quando algo foge do padrão. Por mais que a fugidinha seja um insignificante fiapinho de couve ou uma casquinha de feijão preto. Entretanto, o que tenho a lhes contar é pior que qualquer couve ou feijão. Tratava-se de um arroz. Um, não! Eram três! Três gigantescos grãos de arroz. Onde?  Sabe aqueles caras que andam com os três primeiros botões da camisa abertos, têm uma correntinha com um crucifixo no pescoço, palito de dente no canto da boca e peito cabeludo (aqueles cabelos pretinhos bem enroladinhos)? Pois é. Os pobres arrozinhos estavam emaranhados nesses tufos de cabelos peitorais. Argh! Eu queria que algum psicanalista, psicólogo, filósofo, médico ou pai-de-santo me explicasse o porquê da minha reação tão adversa àqueles grãozinhos grudados ali. Seria o biótipo do cara? Ou a imagem da cena dele comendo de boca aberta? Ou ele limpando os dentes com o palito e ...

Em público

Certa vez, na faculdade, o professor de cinema (que é um crítico renomado em Goiânia) nos levou para assitir ao filme Dália Negra. A projeção era realizada uma vez por semana, à tarde, só para que ele pudesse analisar e dar as estrelinhas dele no jornal. Achei a experiência o máximo! Um filme exibido exclusivamente para um grupo seletíssimo de pessoas e eu estava entre elas. Uau! Daí, ontem tive uma experiência similar. Não tão gradiosa quanto da outra vez, mas igualmente gratificante. Fui ao cinema com meu filho, numa segunda-feira, pegar a sessão das 15h, no mês de outubro (que não é sequer férias escolares). O filme era 31 Minutos, uma produção baseada na série homônima exibida em canal fechado até alguns anos atrás. Pra falar a verdade, era bem fraquinho. Nem Pedro, nem eu gostamos de filme com bonecos - só gostei de Muppets e, mesmo assim, quando era criança. Enfim, o espetáculo não trouxe nada de espetacular, mas o contexto... ah, o contexto... Esse sim merece minha atenção....

Leituras

Eu leio um pouco sobre a Seicho-No-Ie e, às vezes, fico muito assustada. Eles falam umas paradas de forças do Universo, mentalização, agradecimento e quando se começa a acreditar nisso e ver que realmente funciona, me impressiona. De uns tempos para cá, basta que eu acredite em certas coisas e é pá! Lá estão elas se realizando. É óbvio que também não sou sacana ao ponto de desejar ganhar na sena, aí também, não, né? Contudo, alguns fenômenos acontecem e me deixam tresloucada. Agora, o que me assusta mais ainda são alguns leitores desse blog. Anônimos, como sempre, mas que fazem comentários tão perspicazes em postagens tão antigas (aquelas que imaginava que ninguém mais leria) que me arrepiam os pelos dos braços. Deixei de me expor tanto aqui neste blog, porque vocês já estavam me conhecendo demais, entretando, acho que ainda continuam me lendo nas entrelinhas das postagens antigas. Pra mim, soa como algo reconfortante e estranho ao mesmo tempo. Eu que sempre fui apagadinha na esco...

Vendedores, parte I

O que é carma? Não sei. Nunca estudei profundamente o assunto. Só sei aquilo que todo mundo fala. Que é uma sina que temos de cumprir, tipo uma missão na vida. Se for isso mesmo, descobri um dos meus carmas: vendedores. Tudo começou em Itapuranga, quando o meu maior pavor era de não passar no vestibular e acabar sendo vendedora em uma loja de calçados de uma cidade interiorana. Nada contra elas! Muito pelo contrário, são muito úteis! Mas isso nunca foi o que eu sonhei pra mim. Nem de longe! Daí vim para a cidade grande e aqui fui posta à prova diversas vezes por esses sagazes devoradores da paciência alheia.

Justiça seja feita

Eu não sou uma pessoa desenvolvida espiritualmente. O meu espírito não é evoluído. E eu não sou uma pessoa cem por cento boa e caridosa. Confesso que me empenho em ser, entretanto, nem sempre consigo. Dificilmente faço coisas ruins, mas pensá-las... ah, isso eu faço sempre! Não sou muito vingativa, contudo me regozijo quando vejo aquele meu desafeto se dar mal. Como já disse, não provoco o mal, mas fico feliz quando voa merda no ventilador daquele filho-da-puta que algum dia me sacaneou. Chamo isso de "justiça divina". Só comecei a escrever este texto porque estava aqui me recordando de um sonho que tive essa noite. No meu sonho o Adolfo (nome fictício) se fudeu - literalmente. Nem sempre foder é ruim, mas no caso dele, foi. Uma fodida das trevas. Jesus! Mas o que esse tal Adolfo te fez, Ana?! Não posso contar. Infelizmente não posso contar o santo, não posso contar o milagre e nem a projeção da "justiça divina" que aconteceu em meu sonho. O que eu posso dizer ...

É difícil (edifício) na areia

Final de tarde é hora de brincar. Lá se vai Pedro Paulo construir grandes edifícios na areia. -Mamãe, pega água pro Pedro, por favor? -Não, filho. Hoje é só areia. Não vai brincar com água, não, viu? -Não? -Não. Voltei para dentro de casa. Após alguns minutos, fui conferir como o rebento estava. Para a minha surpresa a areia estava molhada. -Filho, onde você arrumou água? -Mijei, mamãe.

Um marco na Lorota da Rosa

Hoje este blog que vos fala completou 10.000 visualizações. Não sei se é bom ou se é ruim, mas quero comemorar assim mesmo. Garçom, champagne! Não tem? Como assim, não tem? Crise? Que crise, rapá? Tem crise aqui no Brasil, não! Isso só tem na Europa e nos Estados Unidos. Desde que o PT assumiu essa margaça não se ouve mais falar em crise, no máximo, passam por aqui algumas marolinhas... Então deixemos a bebemoração de lado e comemoremos de outra forma. Quero marcar o dia de hoje com um enorme agradecimento. Google, muito obrigada!! Muito obrigada por trazer todos os dias dezenas de pessoas pesquisando assuntos diversos e que, paraquedisticamente, caem no meu blog. Leitores fiéis mesmo eu sei que tenho poucos. Afinal, ninguém suporta textos mal escritos, prosas entediantes e falta de periodicidade - sim, estou sendo modesta e humilde - a menos, é claro, que seja muito meu amigo (ou  inimigo). A esses poucos amigos que me leem, também dedico o meu muitíssimo obri...

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Devido uma dor no punho, decorrente de esforço no trabalho, fui aconselhada pelo médico a começar uma atividade física. -Você precisa fazer uma atividade que você goste. Porque terá de praticá-la pelo resto da vida. Resto da vida. Resto... da... vida... Meu Deus! Eu detesto exercício físico! Sempre fui o tipo de menina que preferia fazer trabalho teórico na escola a ir nas aulas de educação física. E agora ali estava eu diante de um xeque-mate. Ou faz uma atividade, ou viverá com dores. Comecei a pensar se haveria no mundo algum tipo de atividade que eu pudesse gostar minimamente. Nem que fosse um tiquinho assim. Só pra não definhar inerte sobre uma cama antes da hora, é claro! Daí veio a súbita revelação: BICICLETA! Eu andei de bicicleta boa parte da minha infância e adolescência. Não tive dúvida. Comprei uma magrela!  Quase morri de cansaço nos primeiros três quilômetros que pedalei. Pensei em desistir. Vendê-la e comprar um vídeo-game. Mas não! Eu iria c...

Circo e política

Num dos meus devaneios comparei o período eleitoral a um circo. No tempo em que eu era criança - lá no interior, no Xixá - a "política" (período em que candidatos faziam de tudo - tudo mesmo - para conseguir votos) era mais divertida. Tinha comícios barulhentos, com muito foguete, show em praça pública, distribuição de pipoca, churrascos gigantescos promovidos pelos candidatos... Nos comícios sempre tinham atrações da cidade e que no outro dia era assunto na cidade. -Você foi no comício do Tito? Tava bão, né? E aqueles menininhos? Cê viu o tanto que eles cantam bem? Eles são lá do Sandra Vilela. -Pois é... no Xixá também tem artista... E por aí seguia a conversa... -Eu vi falar que o Adãozinho tava no comício do Tito ontem. -Uai! Mas ele não é braço direito do Sinval? -É. Mas eu ouvi dizer que ele tava lá era pra conferir se não tem gente apoiando os dois candidatos, sabe? Mas o mais divertido mesmo eram as compras de voto. -Vai votar em quem? -Uai, tô sem ...

Poema indecente!

Nunca participei de uma quadrilha.  Nem criminosa, nem junina. E fui parar justamente na Quadrilha do Drummond!

Lá vem a noiva toda de branco

Apesar de ter um filho, eu nunca me casei. É praxe aqueles casamentos forçados no caso de moças que engravidam. Sou uma exceção. O pai do meu filho e eu decidimos não nos casar até que as coisas se desanuviassem um pouco. Até mesmo para sabermos o que queríamos de fato. Foi uma das decisões mais sábias que tomamos. Namorei seis vezes. Somando todos os meses namorados foram uns 60! Por que estou falando essas coisas? Para demonstrar que já tive oportunidades e nenhuma delas me apeteceu. Não que os rapazes não fossem legais. Nada disso! Mas as circunstâncias às vezes nos fazem tomar certas decisões que só compreendemos anos mais tarde. Dúvidas pairam na minha cabeça acerca do casamento. Não compreendo bem para que ele serve. Talvez seja porque meu grande amor com o qual queira partilhar o resto dos meus dias ainda não tenha aparecido. Talvez seja porque eu levo uma vida tão bacana que não esteja disposta a dividi-la com outra pessoa (típica de filha única). Talvez seja porque ...

Clientes malcriados

A falta de educação é algo voluntário ou involuntário? É possível que alguém haja deselegantemente inconscientemente? Não sei. Tenho dúvidas profundas acerca disso. O que suscitou essa pequena discussão neste blog é o fato de os clientes não quererem ser atendidos por mim. Isso mesmo! Confesso que não gosto deles. Tudo que termina em "ente" para mim carrega uma certa carga de menosprezo. Cliente, gerente (não o meu, é claro, porque o meu é ótimo, viu chefinho!?), atendente, parente (aqueles distantes), doente... todas essas classes de pessoas não são exatamente muito "agradáveis", digamos. Portanto, eu atendo clientes porque é parte da minha função, mas está longe de ser aquilo que mais gosto de fazer na vida. Mas isso não justifica as situações que descreverei a seguir. Contudo, antes preciso fazer uma ressalva. A pessoa que trabalha ao meu lado está na agência há anos e conhece todos os clientes, gosta de trabalhar lá, atende com carinho e é super amáve...

Ter filho não é ter lepra, tá?

A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que... -Você me dá seu telefone? -Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo. [risos] -Pode ser!  Pode ser! Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular  e na tela havia uma menininha. -Não é minha filha, não, viu? É sobrinha. -Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?” -Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente... -Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar? -Ah, eu ia achar estranho. Gongo nele, minha gente!!! O que eu faço se ele ligar?        A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo.       B. Atendo e digo que eu tenho um filho.  ...