Postagens

Leituras

Eu leio um pouco sobre a Seicho-No-Ie e, às vezes, fico muito assustada. Eles falam umas paradas de forças do Universo, mentalização, agradecimento e quando se começa a acreditar nisso e ver que realmente funciona, me impressiona. De uns tempos para cá, basta que eu acredite em certas coisas e é pá! Lá estão elas se realizando. É óbvio que também não sou sacana ao ponto de desejar ganhar na sena, aí também, não, né? Contudo, alguns fenômenos acontecem e me deixam tresloucada. Agora, o que me assusta mais ainda são alguns leitores desse blog. Anônimos, como sempre, mas que fazem comentários tão perspicazes em postagens tão antigas (aquelas que imaginava que ninguém mais leria) que me arrepiam os pelos dos braços. Deixei de me expor tanto aqui neste blog, porque vocês já estavam me conhecendo demais, entretando, acho que ainda continuam me lendo nas entrelinhas das postagens antigas. Pra mim, soa como algo reconfortante e estranho ao mesmo tempo. Eu que sempre fui apagadinha na esco...

Vendedores, parte I

O que é carma? Não sei. Nunca estudei profundamente o assunto. Só sei aquilo que todo mundo fala. Que é uma sina que temos de cumprir, tipo uma missão na vida. Se for isso mesmo, descobri um dos meus carmas: vendedores. Tudo começou em Itapuranga, quando o meu maior pavor era de não passar no vestibular e acabar sendo vendedora em uma loja de calçados de uma cidade interiorana. Nada contra elas! Muito pelo contrário, são muito úteis! Mas isso nunca foi o que eu sonhei pra mim. Nem de longe! Daí vim para a cidade grande e aqui fui posta à prova diversas vezes por esses sagazes devoradores da paciência alheia.

Justiça seja feita

Eu não sou uma pessoa desenvolvida espiritualmente. O meu espírito não é evoluído. E eu não sou uma pessoa cem por cento boa e caridosa. Confesso que me empenho em ser, entretanto, nem sempre consigo. Dificilmente faço coisas ruins, mas pensá-las... ah, isso eu faço sempre! Não sou muito vingativa, contudo me regozijo quando vejo aquele meu desafeto se dar mal. Como já disse, não provoco o mal, mas fico feliz quando voa merda no ventilador daquele filho-da-puta que algum dia me sacaneou. Chamo isso de "justiça divina". Só comecei a escrever este texto porque estava aqui me recordando de um sonho que tive essa noite. No meu sonho o Adolfo (nome fictício) se fudeu - literalmente. Nem sempre foder é ruim, mas no caso dele, foi. Uma fodida das trevas. Jesus! Mas o que esse tal Adolfo te fez, Ana?! Não posso contar. Infelizmente não posso contar o santo, não posso contar o milagre e nem a projeção da "justiça divina" que aconteceu em meu sonho. O que eu posso dizer ...

É difícil (edifício) na areia

Final de tarde é hora de brincar. Lá se vai Pedro Paulo construir grandes edifícios na areia. -Mamãe, pega água pro Pedro, por favor? -Não, filho. Hoje é só areia. Não vai brincar com água, não, viu? -Não? -Não. Voltei para dentro de casa. Após alguns minutos, fui conferir como o rebento estava. Para a minha surpresa a areia estava molhada. -Filho, onde você arrumou água? -Mijei, mamãe.

Um marco na Lorota da Rosa

Hoje este blog que vos fala completou 10.000 visualizações. Não sei se é bom ou se é ruim, mas quero comemorar assim mesmo. Garçom, champagne! Não tem? Como assim, não tem? Crise? Que crise, rapá? Tem crise aqui no Brasil, não! Isso só tem na Europa e nos Estados Unidos. Desde que o PT assumiu essa margaça não se ouve mais falar em crise, no máximo, passam por aqui algumas marolinhas... Então deixemos a bebemoração de lado e comemoremos de outra forma. Quero marcar o dia de hoje com um enorme agradecimento. Google, muito obrigada!! Muito obrigada por trazer todos os dias dezenas de pessoas pesquisando assuntos diversos e que, paraquedisticamente, caem no meu blog. Leitores fiéis mesmo eu sei que tenho poucos. Afinal, ninguém suporta textos mal escritos, prosas entediantes e falta de periodicidade - sim, estou sendo modesta e humilde - a menos, é claro, que seja muito meu amigo (ou  inimigo). A esses poucos amigos que me leem, também dedico o meu muitíssimo obri...

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Devido uma dor no punho, decorrente de esforço no trabalho, fui aconselhada pelo médico a começar uma atividade física. -Você precisa fazer uma atividade que você goste. Porque terá de praticá-la pelo resto da vida. Resto da vida. Resto... da... vida... Meu Deus! Eu detesto exercício físico! Sempre fui o tipo de menina que preferia fazer trabalho teórico na escola a ir nas aulas de educação física. E agora ali estava eu diante de um xeque-mate. Ou faz uma atividade, ou viverá com dores. Comecei a pensar se haveria no mundo algum tipo de atividade que eu pudesse gostar minimamente. Nem que fosse um tiquinho assim. Só pra não definhar inerte sobre uma cama antes da hora, é claro! Daí veio a súbita revelação: BICICLETA! Eu andei de bicicleta boa parte da minha infância e adolescência. Não tive dúvida. Comprei uma magrela!  Quase morri de cansaço nos primeiros três quilômetros que pedalei. Pensei em desistir. Vendê-la e comprar um vídeo-game. Mas não! Eu iria c...

Circo e política

Num dos meus devaneios comparei o período eleitoral a um circo. No tempo em que eu era criança - lá no interior, no Xixá - a "política" (período em que candidatos faziam de tudo - tudo mesmo - para conseguir votos) era mais divertida. Tinha comícios barulhentos, com muito foguete, show em praça pública, distribuição de pipoca, churrascos gigantescos promovidos pelos candidatos... Nos comícios sempre tinham atrações da cidade e que no outro dia era assunto na cidade. -Você foi no comício do Tito? Tava bão, né? E aqueles menininhos? Cê viu o tanto que eles cantam bem? Eles são lá do Sandra Vilela. -Pois é... no Xixá também tem artista... E por aí seguia a conversa... -Eu vi falar que o Adãozinho tava no comício do Tito ontem. -Uai! Mas ele não é braço direito do Sinval? -É. Mas eu ouvi dizer que ele tava lá era pra conferir se não tem gente apoiando os dois candidatos, sabe? Mas o mais divertido mesmo eram as compras de voto. -Vai votar em quem? -Uai, tô sem ...

Poema indecente!

Nunca participei de uma quadrilha.  Nem criminosa, nem junina. E fui parar justamente na Quadrilha do Drummond!

Lá vem a noiva toda de branco

Apesar de ter um filho, eu nunca me casei. É praxe aqueles casamentos forçados no caso de moças que engravidam. Sou uma exceção. O pai do meu filho e eu decidimos não nos casar até que as coisas se desanuviassem um pouco. Até mesmo para sabermos o que queríamos de fato. Foi uma das decisões mais sábias que tomamos. Namorei seis vezes. Somando todos os meses namorados foram uns 60! Por que estou falando essas coisas? Para demonstrar que já tive oportunidades e nenhuma delas me apeteceu. Não que os rapazes não fossem legais. Nada disso! Mas as circunstâncias às vezes nos fazem tomar certas decisões que só compreendemos anos mais tarde. Dúvidas pairam na minha cabeça acerca do casamento. Não compreendo bem para que ele serve. Talvez seja porque meu grande amor com o qual queira partilhar o resto dos meus dias ainda não tenha aparecido. Talvez seja porque eu levo uma vida tão bacana que não esteja disposta a dividi-la com outra pessoa (típica de filha única). Talvez seja porque ...

Clientes malcriados

A falta de educação é algo voluntário ou involuntário? É possível que alguém haja deselegantemente inconscientemente? Não sei. Tenho dúvidas profundas acerca disso. O que suscitou essa pequena discussão neste blog é o fato de os clientes não quererem ser atendidos por mim. Isso mesmo! Confesso que não gosto deles. Tudo que termina em "ente" para mim carrega uma certa carga de menosprezo. Cliente, gerente (não o meu, é claro, porque o meu é ótimo, viu chefinho!?), atendente, parente (aqueles distantes), doente... todas essas classes de pessoas não são exatamente muito "agradáveis", digamos. Portanto, eu atendo clientes porque é parte da minha função, mas está longe de ser aquilo que mais gosto de fazer na vida. Mas isso não justifica as situações que descreverei a seguir. Contudo, antes preciso fazer uma ressalva. A pessoa que trabalha ao meu lado está na agência há anos e conhece todos os clientes, gosta de trabalhar lá, atende com carinho e é super amáve...

Ter filho não é ter lepra, tá?

A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que... -Você me dá seu telefone? -Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo. [risos] -Pode ser!  Pode ser! Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular  e na tela havia uma menininha. -Não é minha filha, não, viu? É sobrinha. -Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?” -Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente... -Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar? -Ah, eu ia achar estranho. Gongo nele, minha gente!!! O que eu faço se ele ligar?        A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo.       B. Atendo e digo que eu tenho um filho.  ...

Dona Rosa e seus dois maridos

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Na minha versão da história, Vadinho é o bonzinho. Vade Mecum Saraiva é o nome dele. Nos conhecemos numa pacata livraria da Rua 3 e alí começou a nossa história de amor. Vadinho é íntegro, direito e tem princípios. Quer me dar um bom futuro e me conduz a fazer as coisas certas. Tudo seria lindo e bucólico se não fosse o Johnnie. Ah, o Johnnie... [suspiro] Johnnie Walker Black Label. O segundo de uma dinastia de irmãos que têm o poder de mexer com a alma das mulheres. - Acho que é resultado dos 12 anos de clausura num barril na Scotland, de onde ele disse que veio... -  Mas só ele me faz perder a cabeça. Não só a cabeça, como também o sono, os sentidos, a razão, o juízo, entre outras coisas. Uuuuhhh, Johnnie! Leve-me em seus braços, meu cavaleiro andante! Deixe-me andar a seu lado, Forever And Ever (como já dizia Demis Roussos).

A força das promessas

Eu sempre achei uma besteira esse negócio de "voto". -Ah, eu fiz um voto pro Divinopadeterno, se eu alcançasse determinada graça doaria R$100,00 pra igreja.  Na minha humilde opinião dinheiro e igreja não combinam. Os pastores dizem que é para as ações de evangelização e manutenção da obra da igreja, mas o dinheiro é tão sujo que macula tudo. Uma notinha de cem reais está para um cristão de carne e osso, como um filé está para um cachorrinho faminto. Portanto, não gosto muito da idéia de dar dinheiro para a igreja. Agora, quando a promessa tem como finalidade uma transcendência e esta trará condições melhores para a pessoa necessitada da graça e para outras pessoas, aí sim, aí eu acho o "voto" extremamente válido. Eu fiz uma promessa recentemente. E se eu alcançar a graça, farei uma proeza que envolve certo grau de dificuldade e doação. Por um lado, será bom para mim que o meu pedido se realize e, por outro, outras pessoas também ganharão. Então, tenho aí, ...

O All Star e a Mulher

Depois da maternidade me redescobri uma Mulher. Meus seios cresceram (milagrosamente!), os quadris acentuaram, a barriga salientou, tenho algumas pequenas estrias. Conclusão: não sou mais adolescente (corporalmente falando - porque já o deixei de ser psicologicamente desde que fui admitida na Caixa, há meros sete anos). Tenho quase 1,70 de altura e sou loira agora. Aprendi a me maquiar. Gosto de andar de salto e de vestido. As rasteirinhas do tempo de faculdade já não me satisfazem mais. Entretanto, gosto de colocar o meu All Star e entrar em contato comigo. Eu sou uma Mulher, sim, e gosto de sê-lo, mas o tênis... ah, o tênis... ele me liberta quando canso de ser A mulher. Na verdade, verdade verdadeira, a minha essência clama pelo All Star, baby look e calça jeans. Essa sou eu na minha forma mais plena. E gostaria muito que as pessoas me enxergassem assim. Plenitude, não desleixo. Portanto, não estranhem se de manhã eu estiver de bermuda rasgada e tênis velho sujo e a noite de...

Senhora Volante - Maluca e Descontrolada

Eu sou um perigo! Sou mal-educada e não sirvo para dirigir. Essa advertência não é uma simples constatação. Eu estou assumindo ser uma pessoa altamente perigosa quando se trata de questões de trânsito. Já mencionei isso aqui outras vezes. Hoje, por exemplo, fui tomada de profunda ira e por pouco, não acontece algo pior. Se o cabra do outro carro em questão fosse "esquentadinho" eu poderia nem estar digitando este texto agora... Graças a Deus ele era um bundão, corno, filho da puta, desgraçado... tudo, menos "esquentadinho". Lá venho eu no meu Palio envenenado a 80km/h... (teeeenn -  onomatopéia), numa avenida de mão única, obviamente com uma pista (a da esquerda) para aqueles que primam pela velocidade (meu caso) e outra para aqueles que gostam de observar paisagens e procurar endereços. De repente, me aproximo de um Voyage pachorrento. Façamos de conta que meu carro fale. Dou-lhe uma piscadela com o farol como se dissesse:  COM LICENÇA, CARO COLE...

À Ana o que é de Ana

Há vários tipos de pessoas pelas quais eu tenho antipatia. Uma delas é aquela que pensa que as minhas coisas pertencem a ela. Sou filha única e se tem algo que tenho bem claro para mim é que o que é meu é meu e pronto! Não me importo de emprestar (desde que devidamente e formalmente pedido) as minhas coisas, entretanto me importo muito se elas não são devolvidas e me importo ainda mais se elas são devolvidas com a cara torcida. -Fulano, me empresta uma caneta?  -Ah, não trouxe nenhuma hoje. -Então me devolve a que te emprestei ontem no começo da aula? (tom amistoso e de brincadeira) Eis uma forma tranquila de pedir que alguém devolva algo. Tá. No exemplo eu citei uma caneta, é insignificante, sim! Mas e se fosse meu carro que eu emprestei ontem de manhã para ele levar a mãe ao médico e não me devolveu até agora. Fui e voltei de ônibus pro trabalho, cara! Aí, chega o "amigo" (muito menos amigo do que no momento em que lhe pediu o favor) com a cara amarrada e j...

Orfã de namorado

Nota da autora: O título que eu havia colocado primeiro era "Feliz Dia dos Namorados pra você também." Mas achei esse outro mais chamativo e resolvi trocá-lo. Se não me engano esse foi o título utilizado na postagem do ano passado também. Entretanto, usá-lo este ano é mais adequado. O post de hoje é dedicado especialmente aos meus clientes (alguns não tão queridos), que de certo modo não permitiram que eu me esquecesse que é Dia dos Namorados. -Um saque. -De quanto? -3 mil. -A identidade e o cartão, por favor. Passo o cartão, digito, a máquina imprime, o cliente assina, entrego o dinheiro. Noooormaaaal. Como faço todos os dias, diversas vezes ao dia. O que tornou essa cena especial é que depois de finalizar o atendimento sempre pergunto se o cliente deseja algo mais. -Não. Só mesmo te desejar um feliz Dia dos Namorados. -Ah, muito obrigada! Pro senhor também! E lá se vai o meu cliente preferencial de quase setenta anos, feliz com um dinheirinho no bolso. ...

Contrata-se

Falta uma semana para o Dia dos Namorados. E eu não quero namorado. Não quero ter que trocar presentes. Dar satisfação de tudo que vou fazer. Eu quero um empregado doméstico! Atribuições: - Me levar para onde eu quiser e na hora que eu quiser. Pode ser no carro dele ou no meu, tanto faz. - Pagar as minhas contas. Todas, sem exceção. - Cuidar da minha casa. Incluindo pequenos reparos e limpeza. Requisitos: - Língua fluente. - Boa aparência. - Referências (com telefone) das duas últimas empregadoras. Remuneração: - A combinar.

Coisas de mãe, parte XXXII

Três coisas me envaidecem muito: quando elogiam minha beleza, quando elogiam minha inteligência e quando elogiam meu filho. Obviamente a que me deixa mais orgulhosa é quando elogiam meu filho. Que ele é lindo eu sei. Que ele é super inteligente eu também sei. Entretanto fico felicíssima quando as outras pessoas percebem isso sem que eu diga absolutamente nada. Sim. Sou modesta também.  Hoje fomos à dentista e saí de lá estufada, com o ego altamente massageado. "Parabéns, mamãe! Seu filho é lindo!" Ele conversa bem, raciocina que é uma maravilha, presta atenção em todos os detalhes e tenho tentado torná-lo educado. -Pedro? -Quê? -Quê?!  -Senhora, mamãe. Eu sei que vocês podem pensar que isso é um pouco demodè . Que hoje não se usa mais essas convenções. Mas eu acho bonitinho! Dá licença para eu criar o meu filho do meu jeito? É bacana a criança pedir benção aos mais velhos, é bacana falar por favor, obrigada e desculpe. E tenho trabalhado nessas coi...
Quando faço o que gosto, ganho forças para fazer o que não gosto.