Postagens

É difícil (edifício) na areia

Final de tarde é hora de brincar. Lá se vai Pedro Paulo construir grandes edifícios na areia. -Mamãe, pega água pro Pedro, por favor? -Não, filho. Hoje é só areia. Não vai brincar com água, não, viu? -Não? -Não. Voltei para dentro de casa. Após alguns minutos, fui conferir como o rebento estava. Para a minha surpresa a areia estava molhada. -Filho, onde você arrumou água? -Mijei, mamãe.

Um marco na Lorota da Rosa

Hoje este blog que vos fala completou 10.000 visualizações. Não sei se é bom ou se é ruim, mas quero comemorar assim mesmo. Garçom, champagne! Não tem? Como assim, não tem? Crise? Que crise, rapá? Tem crise aqui no Brasil, não! Isso só tem na Europa e nos Estados Unidos. Desde que o PT assumiu essa margaça não se ouve mais falar em crise, no máximo, passam por aqui algumas marolinhas... Então deixemos a bebemoração de lado e comemoremos de outra forma. Quero marcar o dia de hoje com um enorme agradecimento. Google, muito obrigada!! Muito obrigada por trazer todos os dias dezenas de pessoas pesquisando assuntos diversos e que, paraquedisticamente, caem no meu blog. Leitores fiéis mesmo eu sei que tenho poucos. Afinal, ninguém suporta textos mal escritos, prosas entediantes e falta de periodicidade - sim, estou sendo modesta e humilde - a menos, é claro, que seja muito meu amigo (ou  inimigo). A esses poucos amigos que me leem, também dedico o meu muitíssimo obri...

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Devido uma dor no punho, decorrente de esforço no trabalho, fui aconselhada pelo médico a começar uma atividade física. -Você precisa fazer uma atividade que você goste. Porque terá de praticá-la pelo resto da vida. Resto da vida. Resto... da... vida... Meu Deus! Eu detesto exercício físico! Sempre fui o tipo de menina que preferia fazer trabalho teórico na escola a ir nas aulas de educação física. E agora ali estava eu diante de um xeque-mate. Ou faz uma atividade, ou viverá com dores. Comecei a pensar se haveria no mundo algum tipo de atividade que eu pudesse gostar minimamente. Nem que fosse um tiquinho assim. Só pra não definhar inerte sobre uma cama antes da hora, é claro! Daí veio a súbita revelação: BICICLETA! Eu andei de bicicleta boa parte da minha infância e adolescência. Não tive dúvida. Comprei uma magrela!  Quase morri de cansaço nos primeiros três quilômetros que pedalei. Pensei em desistir. Vendê-la e comprar um vídeo-game. Mas não! Eu iria c...

Circo e política

Num dos meus devaneios comparei o período eleitoral a um circo. No tempo em que eu era criança - lá no interior, no Xixá - a "política" (período em que candidatos faziam de tudo - tudo mesmo - para conseguir votos) era mais divertida. Tinha comícios barulhentos, com muito foguete, show em praça pública, distribuição de pipoca, churrascos gigantescos promovidos pelos candidatos... Nos comícios sempre tinham atrações da cidade e que no outro dia era assunto na cidade. -Você foi no comício do Tito? Tava bão, né? E aqueles menininhos? Cê viu o tanto que eles cantam bem? Eles são lá do Sandra Vilela. -Pois é... no Xixá também tem artista... E por aí seguia a conversa... -Eu vi falar que o Adãozinho tava no comício do Tito ontem. -Uai! Mas ele não é braço direito do Sinval? -É. Mas eu ouvi dizer que ele tava lá era pra conferir se não tem gente apoiando os dois candidatos, sabe? Mas o mais divertido mesmo eram as compras de voto. -Vai votar em quem? -Uai, tô sem ...

Poema indecente!

Nunca participei de uma quadrilha.  Nem criminosa, nem junina. E fui parar justamente na Quadrilha do Drummond!

Lá vem a noiva toda de branco

Apesar de ter um filho, eu nunca me casei. É praxe aqueles casamentos forçados no caso de moças que engravidam. Sou uma exceção. O pai do meu filho e eu decidimos não nos casar até que as coisas se desanuviassem um pouco. Até mesmo para sabermos o que queríamos de fato. Foi uma das decisões mais sábias que tomamos. Namorei seis vezes. Somando todos os meses namorados foram uns 60! Por que estou falando essas coisas? Para demonstrar que já tive oportunidades e nenhuma delas me apeteceu. Não que os rapazes não fossem legais. Nada disso! Mas as circunstâncias às vezes nos fazem tomar certas decisões que só compreendemos anos mais tarde. Dúvidas pairam na minha cabeça acerca do casamento. Não compreendo bem para que ele serve. Talvez seja porque meu grande amor com o qual queira partilhar o resto dos meus dias ainda não tenha aparecido. Talvez seja porque eu levo uma vida tão bacana que não esteja disposta a dividi-la com outra pessoa (típica de filha única). Talvez seja porque ...

Clientes malcriados

A falta de educação é algo voluntário ou involuntário? É possível que alguém haja deselegantemente inconscientemente? Não sei. Tenho dúvidas profundas acerca disso. O que suscitou essa pequena discussão neste blog é o fato de os clientes não quererem ser atendidos por mim. Isso mesmo! Confesso que não gosto deles. Tudo que termina em "ente" para mim carrega uma certa carga de menosprezo. Cliente, gerente (não o meu, é claro, porque o meu é ótimo, viu chefinho!?), atendente, parente (aqueles distantes), doente... todas essas classes de pessoas não são exatamente muito "agradáveis", digamos. Portanto, eu atendo clientes porque é parte da minha função, mas está longe de ser aquilo que mais gosto de fazer na vida. Mas isso não justifica as situações que descreverei a seguir. Contudo, antes preciso fazer uma ressalva. A pessoa que trabalha ao meu lado está na agência há anos e conhece todos os clientes, gosta de trabalhar lá, atende com carinho e é super amáve...

Ter filho não é ter lepra, tá?

A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que... -Você me dá seu telefone? -Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo. [risos] -Pode ser!  Pode ser! Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular  e na tela havia uma menininha. -Não é minha filha, não, viu? É sobrinha. -Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?” -Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente... -Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar? -Ah, eu ia achar estranho. Gongo nele, minha gente!!! O que eu faço se ele ligar?        A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo.       B. Atendo e digo que eu tenho um filho.  ...

Dona Rosa e seus dois maridos

Imagem
Na minha versão da história, Vadinho é o bonzinho. Vade Mecum Saraiva é o nome dele. Nos conhecemos numa pacata livraria da Rua 3 e alí começou a nossa história de amor. Vadinho é íntegro, direito e tem princípios. Quer me dar um bom futuro e me conduz a fazer as coisas certas. Tudo seria lindo e bucólico se não fosse o Johnnie. Ah, o Johnnie... [suspiro] Johnnie Walker Black Label. O segundo de uma dinastia de irmãos que têm o poder de mexer com a alma das mulheres. - Acho que é resultado dos 12 anos de clausura num barril na Scotland, de onde ele disse que veio... -  Mas só ele me faz perder a cabeça. Não só a cabeça, como também o sono, os sentidos, a razão, o juízo, entre outras coisas. Uuuuhhh, Johnnie! Leve-me em seus braços, meu cavaleiro andante! Deixe-me andar a seu lado, Forever And Ever (como já dizia Demis Roussos).

A força das promessas

Eu sempre achei uma besteira esse negócio de "voto". -Ah, eu fiz um voto pro Divinopadeterno, se eu alcançasse determinada graça doaria R$100,00 pra igreja.  Na minha humilde opinião dinheiro e igreja não combinam. Os pastores dizem que é para as ações de evangelização e manutenção da obra da igreja, mas o dinheiro é tão sujo que macula tudo. Uma notinha de cem reais está para um cristão de carne e osso, como um filé está para um cachorrinho faminto. Portanto, não gosto muito da idéia de dar dinheiro para a igreja. Agora, quando a promessa tem como finalidade uma transcendência e esta trará condições melhores para a pessoa necessitada da graça e para outras pessoas, aí sim, aí eu acho o "voto" extremamente válido. Eu fiz uma promessa recentemente. E se eu alcançar a graça, farei uma proeza que envolve certo grau de dificuldade e doação. Por um lado, será bom para mim que o meu pedido se realize e, por outro, outras pessoas também ganharão. Então, tenho aí, ...

O All Star e a Mulher

Depois da maternidade me redescobri uma Mulher. Meus seios cresceram (milagrosamente!), os quadris acentuaram, a barriga salientou, tenho algumas pequenas estrias. Conclusão: não sou mais adolescente (corporalmente falando - porque já o deixei de ser psicologicamente desde que fui admitida na Caixa, há meros sete anos). Tenho quase 1,70 de altura e sou loira agora. Aprendi a me maquiar. Gosto de andar de salto e de vestido. As rasteirinhas do tempo de faculdade já não me satisfazem mais. Entretanto, gosto de colocar o meu All Star e entrar em contato comigo. Eu sou uma Mulher, sim, e gosto de sê-lo, mas o tênis... ah, o tênis... ele me liberta quando canso de ser A mulher. Na verdade, verdade verdadeira, a minha essência clama pelo All Star, baby look e calça jeans. Essa sou eu na minha forma mais plena. E gostaria muito que as pessoas me enxergassem assim. Plenitude, não desleixo. Portanto, não estranhem se de manhã eu estiver de bermuda rasgada e tênis velho sujo e a noite de...

Senhora Volante - Maluca e Descontrolada

Eu sou um perigo! Sou mal-educada e não sirvo para dirigir. Essa advertência não é uma simples constatação. Eu estou assumindo ser uma pessoa altamente perigosa quando se trata de questões de trânsito. Já mencionei isso aqui outras vezes. Hoje, por exemplo, fui tomada de profunda ira e por pouco, não acontece algo pior. Se o cabra do outro carro em questão fosse "esquentadinho" eu poderia nem estar digitando este texto agora... Graças a Deus ele era um bundão, corno, filho da puta, desgraçado... tudo, menos "esquentadinho". Lá venho eu no meu Palio envenenado a 80km/h... (teeeenn -  onomatopéia), numa avenida de mão única, obviamente com uma pista (a da esquerda) para aqueles que primam pela velocidade (meu caso) e outra para aqueles que gostam de observar paisagens e procurar endereços. De repente, me aproximo de um Voyage pachorrento. Façamos de conta que meu carro fale. Dou-lhe uma piscadela com o farol como se dissesse:  COM LICENÇA, CARO COLE...

À Ana o que é de Ana

Há vários tipos de pessoas pelas quais eu tenho antipatia. Uma delas é aquela que pensa que as minhas coisas pertencem a ela. Sou filha única e se tem algo que tenho bem claro para mim é que o que é meu é meu e pronto! Não me importo de emprestar (desde que devidamente e formalmente pedido) as minhas coisas, entretanto me importo muito se elas não são devolvidas e me importo ainda mais se elas são devolvidas com a cara torcida. -Fulano, me empresta uma caneta?  -Ah, não trouxe nenhuma hoje. -Então me devolve a que te emprestei ontem no começo da aula? (tom amistoso e de brincadeira) Eis uma forma tranquila de pedir que alguém devolva algo. Tá. No exemplo eu citei uma caneta, é insignificante, sim! Mas e se fosse meu carro que eu emprestei ontem de manhã para ele levar a mãe ao médico e não me devolveu até agora. Fui e voltei de ônibus pro trabalho, cara! Aí, chega o "amigo" (muito menos amigo do que no momento em que lhe pediu o favor) com a cara amarrada e j...

Orfã de namorado

Nota da autora: O título que eu havia colocado primeiro era "Feliz Dia dos Namorados pra você também." Mas achei esse outro mais chamativo e resolvi trocá-lo. Se não me engano esse foi o título utilizado na postagem do ano passado também. Entretanto, usá-lo este ano é mais adequado. O post de hoje é dedicado especialmente aos meus clientes (alguns não tão queridos), que de certo modo não permitiram que eu me esquecesse que é Dia dos Namorados. -Um saque. -De quanto? -3 mil. -A identidade e o cartão, por favor. Passo o cartão, digito, a máquina imprime, o cliente assina, entrego o dinheiro. Noooormaaaal. Como faço todos os dias, diversas vezes ao dia. O que tornou essa cena especial é que depois de finalizar o atendimento sempre pergunto se o cliente deseja algo mais. -Não. Só mesmo te desejar um feliz Dia dos Namorados. -Ah, muito obrigada! Pro senhor também! E lá se vai o meu cliente preferencial de quase setenta anos, feliz com um dinheirinho no bolso. ...

Contrata-se

Falta uma semana para o Dia dos Namorados. E eu não quero namorado. Não quero ter que trocar presentes. Dar satisfação de tudo que vou fazer. Eu quero um empregado doméstico! Atribuições: - Me levar para onde eu quiser e na hora que eu quiser. Pode ser no carro dele ou no meu, tanto faz. - Pagar as minhas contas. Todas, sem exceção. - Cuidar da minha casa. Incluindo pequenos reparos e limpeza. Requisitos: - Língua fluente. - Boa aparência. - Referências (com telefone) das duas últimas empregadoras. Remuneração: - A combinar.

Coisas de mãe, parte XXXII

Três coisas me envaidecem muito: quando elogiam minha beleza, quando elogiam minha inteligência e quando elogiam meu filho. Obviamente a que me deixa mais orgulhosa é quando elogiam meu filho. Que ele é lindo eu sei. Que ele é super inteligente eu também sei. Entretanto fico felicíssima quando as outras pessoas percebem isso sem que eu diga absolutamente nada. Sim. Sou modesta também.  Hoje fomos à dentista e saí de lá estufada, com o ego altamente massageado. "Parabéns, mamãe! Seu filho é lindo!" Ele conversa bem, raciocina que é uma maravilha, presta atenção em todos os detalhes e tenho tentado torná-lo educado. -Pedro? -Quê? -Quê?!  -Senhora, mamãe. Eu sei que vocês podem pensar que isso é um pouco demodè . Que hoje não se usa mais essas convenções. Mas eu acho bonitinho! Dá licença para eu criar o meu filho do meu jeito? É bacana a criança pedir benção aos mais velhos, é bacana falar por favor, obrigada e desculpe. E tenho trabalhado nessas coi...
Quando faço o que gosto, ganho forças para fazer o que não gosto.

Mutante

Não ando postando aqui ultimamente, se é que perceberam. Estou passando por uma fase tipo pré-vestibular. Sabe, vestibulando? Aquela pessoinha que só respira, estuda, come e dorme. É isso. Estou praticamente nesse ritmo. A diferença é que eu inseri aí mais duas "pequenas" ações: trabalho e materno (v. maternar: cuidar do filho). Logo, minha rotina está assim distribuída: acordo, estudo, materno, trabalho, como, trabalho, como, estudo, materno, durmo. Não, não saio. Não, não namoro. E também não assito tevê. Sim. Gasto em média meia hora com internet, mas é só também! Entenda que isso é um vício.  Depoimento de uma viciada em internet: (Começa voz de pato / minha sombra ao sol) "Quando eu comecei achei que ia ser só pra pesquisa, olhar e-mail de vez em quando, colocar umas fotinhas no Orkut, enfim, só pra interagir com a galera, né? Cê sabe... Mas aí fui ficando durante as madrugadas, baixando filmes, músicas, séries, e que eu nem assistia... Só queria mesmo é f...

Salve a professorinha!

Acho que se eu não fosse jornalista por formação ou bancária por exercício eu seria professora por hobby. Tenho prazer em ensinar, acho bacana transmitir o pouco que eu sei. Mas eu não queria ser qualquer tipo de professora, não! Eu seria daquelas que marcam a vida do aluno. Daquelas que ele se lembraria por anos e anos a fio. Nada de professora de criança ou de adulto. Meu negócio é adolescente. Adolescentes são ótimos! Eles nos renovam e fortalecem dia após dia. "Senhor, me dê forças!" - É o que dizemos antes de encarar uma sala cheia de pessoinhas púberes com mais espinhas do que rosto e mais cabelo na mão do que na cabeça! A criticidade deles nos motiva a demonstrar-lhes que não são os donos da razão. Adolescente tem mania de achar que só o mundo deles faz sentido e cabe ao bom professor trazê-los para a realidade nua e crua. Se a empreitada for bem sucedida podemos terminar o ano como heróis e ficar de vez na memória deles. Cito, por exemplo, a Allyene. Professora de bi...

Errando que se aprende

Briguei com minha mãe. Todo mundo briga com as mães. Mas me sinto com muito remorso. Eu não devo brigar com ela. Sei que tudo fica insuportável e estafante às vezes. Aquele excesso de zelo, a preocupação exacerbada, a insistência em gerenciar a minha vida, tudo isso é comum a muitas pessoas e acabamos por falar coisas duras demais para ouvidos tão bons e que nos amam tanto. Não só os ouvidos dela me amam, e sim, ela como um todo! E o pior, eu sei disso! É nesse momento que sinto um remorso tão grande que parece que vai me comer de dentro pra fora.  A função do amadurecimento é não permitir que cometamos os mesmos erros vezes seguidas. E não quero incorrer novamente no erro de só dar valor depois de perder. Eu já perdi duas pessoas a quem amei muito. Uma por força do destino, outra por não saber lidar com as circunstâncias. Mas eu não me arrependo das decisões que tomei. Elas foram de fundamental importância para eu perceber isso que vos transcrevo hoje. Posso ver as coisa...