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Feliz 2012, Natalia

Sou fã da Natalia Klein. Ela tem um blog e um programa no Multishow e interpreta a Nikita de Macho Man. O trabalho dela me fascina muito. Acho de uma inteligência tremenda e um bom gosto incomum aos meios de comunicação em massa de hoje em dia. A propósito, ela se espelha muito na década de 40, talvez seja esse o pulo do gato, sei lá... Mas o que me motivou a escrever sobre ela foi uma dessas reflexões introspectivas de final de ano. Ela fez um post que dizia o quanto não se sentia a vontade para escrever no próprio blog, diante das pressões dos leitores para que ela o fizesse. E sabe o que me impressionou mais? Os inúmeros comentários dizendo a ela para fazer o que achar melhor. Que ela deve fazer o que quiser fazer. Que não precisa ceder às pressões de ninguém. (Embora a maioria dissesse "Se quiser parar de escrever, pare. Mas sentiremos muito sua falta" - isso é uma pressão disfarçada!) Nunca, absolutamente nunca, fazemos aquilo que queremos sem ter de arcar com a tal da o...

Natal é Natal, pô!

A pessoa que diz não gostar do Natal é logo esteriotipado. -Nossa! Mas porque você não gosta do Natal?? Você deve ser uma pessoa muito amarga e mal amada, porque, afinal, é um tempo de confraternizações, de união familiar, de celebrar o nascimento de Cristo, e blá-blá-blá. Não gostar do Natal é tão natural quanto não gostar de fazer aniversários, ou não gostar de assistir ao desfile de 7 de setembro, ou não pular carnaval. Infelizmente o comércio desvirtuou tudo. Hoje em dia, Natal é sinônimo de gastos. Ninguém passa ileso pelo Natal, por mais no vermelho que esteja. Se a coisa tivesse se mantido só no campo religioso seria mais legal, sabe? Sem essa parada de festança exagerada, presente pra todo mundo, Feliz Natal e Próspero Ano Novo pra cá, Feliz Natal e Próspero Ano Novo pra lá... A propósito, quando me sentei aqui ia escrever justamente sobre essas felicitações de final de ano. Eu acho estranho aproveitarmos o Natal para já desejar um Feliz Ano Novo. Pô! Natal é Natal, Ano Novo é ...

Diálogos possíveis com um bruxo

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-Nossa! Esse seu brinco... -Quê que tem meu brinco? -Ele parece um símbolo da bruxaria... -Hummm... (desdém) -Você não é bruxa, não, né? -Eu não. (naturalmente) (Seguem-se alguns segundos de silêncio. Ao ver que não estou empolgada com a conversa, retorna.) -É que eu sou bruxo, sabe? -Ah, é? (continuo o desdém) -Sou sim! Estudo bruxaria há três anos! -Bacana! Nunca conheci um bruxo... Preciso ir. Até mais! -Nossa! Esse seu brinco... -Bonito, né? Comprei numa feirinha lá perto de casa. -Não é isso. Ele parece um símbolo de bruxaria. -É mesmo?! -Você não é bruxa, não, né? -Ai, não! Credo! Deus me livre! Morro de medo de bruxa e de fantasma! -Ah, mas você não precisa ter medo de bruxos. Eu mesmo sou um. -Jesus amado! Sai de perto de mim! Vade retro! Vou nessa! Fui! -Nossa! Esse seu brinco... -Gostou? É um símbolo da seita que eu sigo. -Ah, é? E qual a sua seita? -Pikka. -Puxa vida! Que mundo pequeno! Eu também sou bruxo da Pikka! -Ah, sim! A população de bruxos cresce mais a cada dia, gra...

Tempos difíceis

Amigos, perdoe-me a ausência. Não sei o que tem acontecido comigo ultimamente, mas ando com um estranho desejo de evasão. Vontade de sumir, sabe como é? Afinal, quem nunca sentiu isso? Seja naquela festinha que você pagou o "mó mico", ou quando seu chefe te deu um fodeback daqueles, ou quando o carinha que você estava afim passou na sua frente com outra, ou quando se saiu mal na prova que você falou pra todo mundo que tinha arrasado, ou quando bateu o carro por uma falha sua. Tudo isso é motivo para (por alguns instantes) assumir uma forma gasosa e se esvair no ar. Puf! Ou poderia ser de outro modo também! E se, de repente, quando sua mãe começasse a falar sem parar e você não estivesse disposto a ouvir, suas orelhas fossem se fechando e o buraco do seu ouvido diminuindo, diminuindo, diminuindo... até estar completamente surdo e incapaz de ler lábios. Evasão! Se o seu instinto, ao perceber que você veria algo que te deixaria extremamente abalado te cegasse por instantes, imp...

Amélia e outras mulheres

Eu tenho pensamento musical. Ah, você não sabe o que é um pensamento musical??!! É quando associamos música a tudo que vemos, sentimos ou ouvimos. E olha que isso é muito, mas muuuito frequente em mim. Poderia exemplificar cantarolando/escrevendo aqui por linhas e linhas a fio. Entretanto vou me ater aos meus preciosos clientes - novamente. Semana passada eu atendi à senhora Jardimira. Mal terminei de ler o nome da pobrezinha na identidade e comecei a cantarolar em pensamento: "Ó jardineira por que está tão triste? Mas o que foi que aconteceu?". Não sei porque isso acontece... Simplesmente flui... A dona Antonieta é outra prova dessa minha sandice: "Tieta do agreste, lua cheia de tesão, é lua, estrela, nuvem carregada de paixão... Tieta! Tieta!" E sigo assim cantando todas as mulheres que me aparecem: Julieta, tá, tá, tá me chamando; minha pequena Eva; a Conceição, eu me lembro muito bem; Renata, ingrata; Carolina, uma menina tão difícil de esquecer; a Marina, moren...

Deus, você ainda me ouve?

Sei que o Senhor e Papai Noel são as mesmas pessoas, então vou falar logo, sem rodeios. Não fui uma boa menina esse ano. Não fiz caridade, não tratei meus pais tão bem quanto deveria, não fui muito amável com as pessoas (até magoei algumas!), não comecei a fazer exercícios, não tive aquela promoção no trabalho, enfim, não me tornei uma pessoa melhor - como, aliás, venho me prometendo que serei ano após ano. Permaneci medíocre e sem sentido, meio vazia até. Não realizei nenhum grande feito, muito pelo contrário. Portanto, reconheço que estou em débito com Vossa Excelência (esses pronomes de tratamento me matam! Devo chamá-Lo como? Porque afinal eu Lhe devo respeito, mas por outro lado somos tão "chegados" que nem nos cabe tanta formalidade, né?). Daí, pra compensar, eu num vou pedir presente de Natal esse ano, não. Já ficarei feliz se souber que apesar de todos os pesares, ainda me ouve, torce e acredita em mim. Diz que sim, vai! Mas se quiser me dar um bônus, diz aí seis núme...

Lição de economia

Todos falam mal da pirataria, que é um mercado ilegal, que não paga impostos e tudo o mais. Metade de mim concorda plenamente. Se eu pago, porque eles não deveriam pagar? Eu mesmo me respondo: para nos proporcionar coisas com qualidade inferior a um preço menor. E sabe o que a minha outra metade acha disso? Ela a-do-ra! Comprei uma sandália de R$ 70,00 hoje. Se tivesse ido à feira teria comprado com esse dinheiro, nada mais, nada menos, que sete pares! Pense em termos quantitativos: em vez de usar a mesma sandália todo dia, eu poderia usar cada uma das sete em dias diferentes, uma por dia da semana! Tá certo que a durabilidade dela não é a mesma da que eu comprei na loja, mas e daí? Sei que é um pensamento egoísta e não estou pensando em todas as ilegalidades que foram feitas para que esses sete pares chegassem aos meus pés, contudo, me permita ser politicamente incorreta às vezes e assumir isso. Prefiro ser uma hipócrita assumida a ser uma anônima. Na verdade, eu preferiria não ser hi...

Ladies and gentlemen

Finalizando o atendimento: -Posso ajudar em algo mais, senhora? -Pode. Não me chama de senhora, não. Nem sou tão velha assim... Respondo no meu íntimo: "A senhora que pensa, senhora..." -Tá bom. Se isso a faz se sentir melhor... Será que as pessoas se baseiam em quê para não gostarem de ser chamadas de senhoras e senhores? Senhor, no meu caso de atendente, significa respeito por ele ser meu cliente e não pela idade. Tanto que chamo até moleque de senhor. (...) Depois de olhar a identidade dela e constatar que nascera no mesmo dia, mês e ano que eu, pergunto: -Você acha que é mais jovem ou mais velha que eu? Pensou um pouco, gaguejou e por fim respondeu que ela era mais velha. Obviamente falou isso por educação, porque ela me achou mais velha e "acabada" que ela, entretanto não teve coragem de assumir. Digo isso porque eu também pensei o mesmo dela! É difícil se dar conta e assumir que estamos envelhecendo. Quase pedimos, imploramos para que alguém nos rejuvenesça e...

Meu filho precisa de um irmão

Cheguei a essa conclusão depois de vê-lo conversando com a tevê. A princípio é engraçado. O desenho pergunta, ele responde. Diz algo engraçado, ele repete. Ri das piadas dos personagens e dança quando toca música. Portanto, a interatividade é total. Só que eu sou filha única e sei que não é legal ser amiguinha da televisão. Amiguinhos de verdade são muito mais interessantes. Dá pra bater neles, morder, chutar, empurrar e tudo mais que não se faz com uma tevê de dois mil reais. Sem falar no relacionamento. Conviver com um aparelho desses é anos-luz mais simples do que com pessoas de carne e osso. Quando eu me canso, a desligo e vou pro quarto. E ela fica lá, fixada na sala até que eu a queira novamente. Quando o marido se cansa da esposa e vai para o quarto ela vai atrás e continua falando. Quando digo que o Pedro precisa de um irmão, não precisa ser necessariamente isso. Uma vez que ainda não me sinto preparada para uma nova maternidade. Mas ele precisa interagir com outras crianças e...

Se assuma, rapá!!!

Os anônimos me comovem. O que se passa quando alguém quer dizer algo, mas não assume aquilo que diz? É como se jogasse palavras para o alto e dissesse: olhe, a verdade está aí, mas não fui eu quem a criei. Em alguns casos, pode parecer covardia, entretanto posso interpretar como insegurança. Medo de assumir o que é e o que pensa. Não serei hipócrita a ponto de dizer que nunca fiz isso. Já fiz. Mas não faço mais. Ao longo desses vinte e seis anos tenho aprendido cada dia mais que existir é uma dádiva e devemos fazer jus a isso. Se você é um anônimo, que passa atônito pela vida e não faz questão de vivê-la... so sorry... quem sabe na próxima.

Paz

Estou vendo a cobertura jornalística da operação de pacificação da Rocinha. Se funcionasse comigo, eu usaria da força pra trazer paz ao meu coração também. Mas não é assim...

Fim do mundo

Há quatro dias que não posto nada. Por quê? Por quê? Pooor quêêêê? Tava guardando a inspiração pra escrever hoje: 11 do 11 do 11. E ainda o publicarei às 11h11, mesmo porque agora já são 0h12... Mas, convenhamos, o que tem demais nessa data além de ela ser esteticamente bonita? Parece uma cerquinha: oito pauzinhos paralelos na vertical. Na verdade, eu vejo a data de hoje como algo extremamente pornográfico e homossexual. Quem conhece a piada sabe do que estou falando... 11|11|11 Não adiantou nada guardar inspiração. Não tenho nada a dizer sobre esse dia, exceto que está todo mundo comentando sobre ele... dizendo que é uma data cabalística e tal... mas... e daí? O mundo vai acabar? Claro que não! Se o mundo fosse acabar isso não aconteceria numa sexta-feira, obviamente. E sim, numa segunda-feira, que já tem cara de final dos tempos mesmo. Deus não iria nos proporcionar um infortúnio tão grande de trabalhar uma semana toda, para no final das contas explodir/inundar/saculejar tudo. Tería...

Olimpíadas: Campeonato de Desculpa Fiada

A Lei é clara: LEI N o 10.048, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000. Art. 1 o As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei 10.741 , de 2003) Trabalho no guichê preferencial e, às vezes, vejo coisas que me arrepiam os pelos do corpo. As pessoas dão as desculpas mais esfarrapadas possíveis para tentar burlar a legislação. O texto acima é claro e conciso o bastante, mas mesmo assim alguns tentam se enquadrar quando se trata de benefício próprio. Aparecem pessoas com crianças enooormes no braço, que uma vez no momento do atendimento são colocadas no chão. Para essas pessoas eu digo apenas que o atendimento preferencial é destinado a pessoas com criança DE colo, e não, crianças NO colo. Outras chegam com a criança no caixa e quando começam a ser atendidas passam-na para outra pessoa que a le...

Biotônico Fontoura

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A despeito do post anterior senti a necessidade de responder a dois comentários. Primeiramente, o Biotônico era o inverso do Emulsão Scott. Enquanto este tem um desprezível gosto de óleo de fígado de bacalhau, aquele tinha gosto de pinga. Sim, o Biotônico, assim como o Sadol, era para nós crianças, o que a cachaça era para o Mussum, ou seja, o "mé"! Era uma delícia! Aquele gostinho que ficava na boca... hummm... não tava nem aí se tava tomando ferro (não literalmente, pelo amor de Deus!), eu queria era beber. Tomava uma colher de sopa antes das refeições e, às vezes, uma gole escondido. O segundo comentário versa a respeito de fazerem um Biotônico Ice. Até imaginei... Jesus! Com duas pedrinhas de gelo e umas folhinhas de hortelã... a deficiência de ferro já era! Mas o assunto Biotônico me faz lembrar de uma parte trash da minha infância. Aos dez anos eu tive reumatismo no sangue. Tomava várias Benzetacis por mês - e quem já tomou sabe que não há injeção pior no mundo. Até aí ...

Emulsão Scott

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-Bom dia. Pega esse remédio aqui pra mim, por favor. -Ah, sim! Pois não. -Quanto é? -Trinta reais. -Beleza. -Mais alguma coisa, senhora? -Humm... Pega um Emulsão Scott daquele ali, por favor. -O de morango ou o tradicional? -Ah, me dá o de morango, porque eu tomava o tradicional quando era criança e era muito ruim. -Ah, não... O tradicional é "pôdi". Agradeci à moça e saí dando gargalhadas introspectivas. Meu Deus! Há quanto tempo eu não ouvia alguém falar "pôdi"! Pôdi de rico, pôdi de pobre, dente pôdi,... Recordar é viver. Além do mais, pensei comigo, só no Brasil mesmo uma atendente de farmácia emite uma opinião dessas tão naturalmente para um cliente. Fiquei me perguntando se na Suiça ou no Japão alguém faria algo semelhante. É o mesmo que entrarmos numa loja para experimentar uma roupa e a vendedora falar: -Vixe, mas tu tá gorda, hein?! Tem de fazer uma dieta antes de querer entrar nessa roupa, moça!

Atividade física o #@*%$¢!!!

A Lorota da Rosa é uma espécie de terapia para mim. E na terapia temos de fazer coisas para surtirem efeitos. As férias serviram para eu ver os efeitos do blog em mim. Tinha dias que me dava uma saudaaade, daí eu vinha aqui, olhava as estatísticas e via que havia gente visitando a minha página. Amigos, fãs ao contrário e curiosos atraídos pelas mágicas palavras da busca do Google. Santo Google! Que conduz fiéis em potenciais aos blogs de todo o país. Tentei substituir o blog por um hobby mais dinâmico, que em vez de ficar sentada na cama eu pudesse me exercitar um pouco, mais foi em vão. Peixes nasceram para nadar, aves nasceram para voar... e eu, definitivamente, não nasci para exercícios físicos. Confesso que fico muito envergonhada quando vou ao médico e ele pergunta: faz alguma atividade física? Respondo cabisbaixa, como uma criança que acabou de fazer uma peraltice, que não faço nada. E assim respondo para o fisioterapeuta, pra nutricionista, pro psicólogo, pro dentista, pra todo ...

Valer a pena

Para começar a escrever esse texto eu pensei em fazer uma analogia com a fênix, que majestosamente renasce das cinzas e tem aquele tom apoteótico. Mas achei piegas demais. Depois pensei em retornar num tom meio descolado, de quem acabou de chegar de férias (maravilhosas) em Porto de Galinhas - ô lugarzinho bom, gente! Com um sotaque meio pernambuquês, num ritmo arrastado e descontraído. Entretanto, iria ficar meio forçado. Daí resolvi escrever hoje, que me encontro especialmente feliz. A troco de quê, dona Ana Paula Rosa, a senhora se permite estar feliz? Bem, percebi hoje cedinho que eu respiro (e durante o mergulho aprendi que devemos dar muito, mas muito valor ao oxigênio), não tenho unha encravada para me atrapalhar a calçar o tênis, não uso dentadura, posso tomar leite sem sentir qualquer desconforto intestinal, não preciso andar de transporte público coletivo e, de quebra, ainda tenho um emprego. É curioso isso, não? Ficamos tão entretidos em reclamar do que não temos que esquece...

Carta aos leitores de lorotas

Caros leitores, como bem sabem esse blog é para mim um momento de descontração e prazer. Contudo, ultimamente tem sido motivo de alguns aborrecimentos (desmerecidos, obviamente). Portanto, me ausentarei por alguns dias num período sabático de renovação de forças e novas inspirações. Entretanto, devo frisar que foi maravilhoso esse período que escrevi para vocês e reconheço que merecem o melhor de mim. Grande abraço! E até depois das férias!! O bom de ser autônoma é que podemos ter várias férias ao ano!

Nota de falecimento

É com profundo pezar que informamos o falecimento do Azul, o peixinho beta, mencionado neste blog na data de ontem. A causa da morte ainda não é conhecida, mas sabe-se que não tem nada a ver com o Pedro. Ele é inocente, apesar do seu histórico. Não haverá velório e sepultamento pois o corpo do mesmo já desceu descarga abaixo. Parentes e amigos (se é que ele tinha algum, porque betas são, digamos, muito isolados) agradecem as demonstrações de carinho e afeto.

Animais de (des)estimação

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Notei que tenho postado muito sobre o Pedro Paulo ultimamente. Perdoem-me se estou sendo babona demais e repetitiva, mas é que tenho passado mais tempo com ele e descoberto coisas maravilhosas. Digo, sem dúvida alguma, que essa é a melhor fase dele até agora. Não desmerecendo as demais, contudo, atualmente ele está deveras traquinas e peralta (pra não dizer custoso, mesmo!). Há uns sete meses eu comprei para ele um porquinho-da-índia, era bonitinha, fofinha e pretinha com a patinha branca, por isso, a batizamos de Pretinha (é lúdico, tá? se fosse verde a chamaríamos de Verdinha). Ele gostou muito, entretanto, ela nem tanto. Por ser um bichinho de hábitos noturnos não interagia tanto com ele quanto eu imaginei. Não corria com ele... Não vinha comer na sua mão... Não gostava de colo... Enfim, a comprei por cinco reais e vendi por três, ou seja, aluguei um animalzinho por 40 dias a um custo de dois reais. Ótimo negócio. Ficamos uns três meses sem animalzinho, daí resolvi comprar um coelh...